Não me abandone jamais - Kazuo Ishiguro

sexta-feira, 27 de abril de 2012



Título: Não me abandone jamais
(Companhia das Letras, 2005. 344 páginas)
Autor: Kazuo Ishiguro
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Título: Never let me go
(Faber and Faber, 2005. 282 páginas)
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Mais: Histórico de leitura | Citações


Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de "cuidadora". Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados.

No entanto esse, internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os "alunos" de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição. Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino - doar seus órgãos até "concluir".

Embora à primeira vista pareça pertencer ao terreno da ficção científica, o livro de Ishiguro lança mão desses "doadores", em tudo e por tudo idênticos a nós, para falar da existência. Pela voz ingênua e contida de Kathy, somos conduzidos até o terreno pantanoso da solidão e da desilusão onde, vez por outra, nos sentimos prestes a atolar.


Não sei se acontece com todos, mas há livros que me tocam de uma forma que eu simplesmente quero que todos leiam, mas não consigo explicar por quê. Não consigo expressar com palavras todas as emoções e reflexões que a leitura me trouxe. Não sei por onde começar. E é assim que me sinto agora, de frente para um arquivo em que vou digitando e deletando, porque nada que eu escreva fica bom o suficiente.

Talvez eu deva começar dizendo que é um livro distópico. Entretanto, com uma escrita poética e melancólica que parece ser comum aos escritores orientais, Ishiguro tira o foco da sociedade, comum em livros nesse estilo, e o coloca nos sentimentos. Em Não me abandone jamais, temos um trio de protagonistas que só querem viver e amar pelo tempo que lhes for permitido.


A narração de Kathy é daquelas que faz o leitor sentir que está sentado ao lado dela,  ouvindo contar suas lembranças de Hailsham, do Casario e da vida como cuidadora. Fechar o livro é como se despedir de alguém muito querido que chegou em sua vida e saiu rápido demais.


Embora não sejamos totalmente esclarecidos a respeito do mundo em que ela vive, não dá pra não se assustar ao pensar que a clonagem humana não é algo muito distante da nossa realidade. Ao mesmo tempo em que se emociona e torce por Kathy, Ruth e Tommy, o leitor se depara com várias reflexões a respeito da vida, do tempo, do preconceito, do conformismo, entre outras coisas.

Com certeza, um livro que eu recomendo muito e que lerei outras vezes.

Filme

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Em 2010, foi lançado o filme, com Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield. É bom, embora não passe toda a emoção do livro. Algumas coisas foram alteradas, mas a mensagem principal está ali. Mas, a quem puder locar ou comprar o DVD, recomendo muito que assista aos extras. Em um deles, há entrevistas com os atores, diretor e, a melhor de todas, com o autor do livro.


Edições


Fiquei surpresa de ver que Never let me go já foi publicado em vários países, com capas bem diferentes. Estas são só algumas, no Goodreads há mais de 80 edições!


Capas em inglês, por ordem de preferência.
Amo essa do barco. É daquelas que despertam a curiosidade de quem não leu e significam muito pra quem leu

Portugal: Nunca me deixes (Também gosto dessa capa)
Espanha: Nunca me abandones
Itália: Non lasciarmi - Não me deixes (O que "A mulher do viajante do tempo" está fazendo aqui?)

Alemanha: Alles, was wir geben mussten - Tudo o que nós tínhamos pra dar
França: Auprès de moi toujours - Sempre comigo (Essa capa do meio é perfeita!)
Holanda: Laat me nooit alleen - Nunca me deixe só (Odiei essas capas)

Dinamarca: Nunca me deixe
Finlândia: Ole luonani aina - Esteja sempre comigo
Rússia: Не отпускай меня - Não me deixe ir

Bulgária: Никога не ме оставяй - Nunca me deixe (Odiei essa capa)
Letônia: Neļauj man aiziet - Não me deixe ir  (Odiei essa capa²)
Lituânia: Neleisk man išeiti - Não me deixe ir
Irã:  هرگز رهایم مکن (Não consegui traduzir)

Romênia: Să nu mă părăseşti - Não me deixe
Rep. Tcheca: Neopouštěj mě - Nunca me deixe
Turquia: Beni Asla Bırakma - Não me deixe ir
Croácia: Ne daj mi nikada da odem - Nunca me deixe ir
Vietnã: Mãi đừng xa tôi - Não fique longe de mim para sempre

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Blogosfera antiplágio

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nas últimas semanas, explodiram vários casos de plágio de resenhas nos blogs literários. Acompanhando os comentários no Twitter, acabei me juntando à causa, pois ninguém está livre de ter seus textos copiados - eu mesma já tive um. Infelizmente, tem muita gente que sai copiando textos e acha que está tudo bem. Não está! Dá um trabalhão danado manter um blog de qualidade, não é justo que outros se aproveitem desse trabalho.

Acesse o site do projeto e junte-se a nós contra essa praga. Apesar de o protesto ter-se originado na blogosfera literária, todos podem participar - divulgando o site do projeto, postando em seu blog ou tweetando, qualquer ajuda é bem vinda.

"Blogosfera antiplágio bit.ly/antiplagio Faça parte desse protesto. #BlogosferaAntiPlagio"

Então é assim: você pega aquele seu livro bacana da estante. Abre, começa a ler. Presta atenção em todos os detalhes, cola post-its, faz anotações. Pensa em como aquela frase vai fazer o maior efeito na sua resenha. "Poxa, acho que os leitores vão gostar disso". Às vezes, você embarca na história. De outras, deixa até mesmo o seu prazer de lado para pensar em como vai apresentar sua opinião aos leitores do seu blog. Aí você, incauto blogueiro, termina a leitura. Pega seu livro, seu caderninho de anotações, seu arquivo com notas, o que seja; e vai para a frente do computador. Passa umas boas duas horas pensando em como irá traduzir em palavras o que sentiu durante a leitura. Se não usa a sinopse oficial do livro, gasta mais duas horas escrevendo uma sinopse personalizada, tomando aquele cuidado especial para não colocar nenhum spoiler.

Então vem a fase de revisão. Você lê, relê. Muda frases de lugar, ajusta conceitos. Reformula ideias. Talvez apague tudo e recomece. Afinal, você é um blogueiro responsável. Quer que seu texto saia o melhor possível, que os leitores puxem lencinhos e se emocionem com você, ou que leiam e riam porque você também riu lendo aquele livro. E você procura imagens. Capas de várias edições pelo mundo. Imagens em gif que traduzam seu surto ao ler aquela história. Trilhas sonoras que acompanharam sua leitura. Imagens que ilustrem o quanto você foi afetado pelo que o autor te contou naquelas páginas.

Quem sabe você não seja tão perfeccionista e só escreva seu texto, tomando o cuidado de ver se não tem nenhum errinho. Tudo bem. Deu trabalho do mesmo jeito escrever as coisas da melhor maneira que você sabia. Tudo isso te custou tempo. Aquele espaço entre seus dois empregos. Suas horas de folga que podiam ser empregadas em outras formas de lazer. Minutos e mais minutos madrugada adentro, em que você poderia estar dormindo. O drama pode parecer exagerado, mas muitos blogueiros deixam o lazer e o sono de lado pra manter o blog! Mas você ama ler. E ama seu blog. Ama escrever e ama o que faz  e é por isso que você está ali, persistente. Criando seu próprio conteúdo. ...Tudo isso para vir um babaca chupinhador e roubar seu trabalho suado de horas em alguns poucos segundos, postando aquilo que você deu o sangue pra criar como se fosse dele. SEM CRÉDITOS. Enganando a todos: aos leitores, que nem sempre sabem do que o kibador é capaz; às editoras e autores que inadvertidamente fecham parcerias com tais blogs... e a ele(a) mesmo(a), que anda por aí achando que ninguém percebe a grande e robusta mentira que é.




PLÁGIO É CRIME. É ANTIÉTICO. RESPEITE O TRABALHO DE QUEM CRIOU O CONTEÚDO. QUER MANTER UM BLOG? ESCREVA VOCÊ MESMO! (Ou fique na sua, que é melhor pra todo mundo. E mais respeitoso também.)
 
Esse post é parte de uma postagem coletiva contra o plágio na blogosfera. Acesse o site "Blogosfera antiplágio", saiba mais sobre o assunto e veja quem mais apoia essa causa.
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Rádio Free - Playlist temática #1 - Saudades

sábado, 21 de abril de 2012

E a Rádio Free acaba de ganhar mais uma coluna! Eu já vinha pensando nela há algum tempo, mas ainda não tinha um motivo pra postar; agora, tenho.

Como já comentei várias vezes, as músicas que ouço dizem muito sobre mim. Semana passada, entrei em uma das minhas fases nostálgicas. Não aquela nostalgia de ouvir Trem da Alegria e Balão Mágico, mas uma saudade [boa] de certas pessoas, lugares, acontecimentos... O blog, também, anda lado a lado com as músicas: ora influenciando, ora refletindo cada momento da minha vida. Agora não é diferente! O post Garotos me fez ouvir uma música, que me lembrou de uma época, que me levou a sonhar com uma pessoa e que originou o post Reencontro. Por sua vez, Reencontro deu origem à playlist que estreia a coluna. São essas músicas que me levam de volta a um tempo doce e romântico da minha adolescência, com bastante MPB e Pop-Rock nacional (bem diferente do que eu costumo ouvir hoje, apesar de ainda gostar).

Playlist temática #1 - Saudades
Clique aqui para ouvir

Na rua, na chuva, na fazenda - Kid Abelha
Essa música foi trilha de alguma novela, da qual eu não me lembro, mas sei que gostava. É bonitinha, rs.

Como uma onda - Lulu Santos
Outra que já apareceu em várias novelas. Letra perfeita pra quem gosta de curtir uma sessão nostalgia.

Que nem maré - Jorge Vercillo
Confesso que eu nem me lembrava dessa música, mas ela definiu tão bem o que eu estava sentindo!
Faz um tempão
Que eu não dou asas
A minha emoção
Passear, distrair
E me achar lá no fundo de ti...

A saudade bateu
Foi que nem maré
Quando vem de repente
De tarde, invade
E transborda esse bem me quer
A saudade é que nem maré...

Garotos - Leoni
Ouvi essa música até cansar enquanto escrevia sobre a série Garoto. Fofa!

Três lados - Skank
Agora começam as músicas com histórias pessoais. Quando eu estava na oitava série, uma professora pediu um trabalho em que tínhamos que parodiar uma música. O Skank tinha acabado de lançar um CD e Três Lados começava a fazer sucesso, então um dos meninos levou o violão pra aula de Educação Física e começou a tocar. Ainda me lembro de alguns versos da nossa paródia. Nem parece que já se passaram doze anos...

Escutei alguém abrir os portões
Encontrei no coração multidões
Meu desejo e meu destino brigaram como irmãos
E a manhã semeará outros grãos

Meu erro - Paralamas do Sucesso
De uma forma absurdamente irônica, ela me faz lembrar de alguém, embora eu não saiba exatamente por quê (é uma lembrança meio confusa essa, então nem vou tentar explicar. Só espero que esse alguém não entre aqui NUNCA, porque com certeza saberá que estou falando dele).

Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás...

Esperando na janela - Cogumelo Plutão
Uma agenda, uma pessoa, uma música. Muitas lembranças.

Tiê - Se enamora
Preciso explicar? Existe alguém que nunca ouviu? Tão linda que chega a doer.

Primeiros erros - Capital Inicial
Não sei explicar por que eu gosto tanto dessa música, mas eu gosto. Na verdade, eu tenho uma teoria sobre isso, mas vai ficar pra outro post. Sim, faço parte do meio mundo que acha o Dinho Ouro Preto metido, só que tem algo na voz dele e no jeito como ele canta Primeiros Erros que o coloca na minha lista [em elaboração] de piriguetagem musical. Sério. Podem rir.

Mais uma que eu não consigo explicar e que acho impossível alguém não gostar.

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás
Também o que nos juntou...

Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só pra saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta...

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...

Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão...

Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...


PS: Sinta-se à vontade para chamar minha playlist de Playlist Fantasia, porque, sim, eu assistia e conheci algumas dessas músicas/bandas lá, hahaha. Lalala lalalalalala lalalalaaaaaaaaaa aaaaah.
PPS: Eu sei que um post desses num sábado à noite soa completamente forever alone, mas... Quem liga? Eu não!

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Reencontro

sexta-feira, 20 de abril de 2012

São 5 e meia da madrugada quando o som do despertador enche o quarto. Ela não se assusta, não reclama, não aperta o “Soneca”. Simplesmente se levanta com um olhar sereno e um sorriso nos lábios. Foram as sete horas mais bem dormidas de toda a sua vida. Se acreditasse nas histórias dos seus livros de fantasia, poderia pensar que estivera em outra dimensão. É tudo muito real pra ser apenas um sonho. Ela não se lembra do sonho, mas isso é apenas um detalhe. O importante são os sentimentos que transbordam de cada uma das suas células.

Seu banho é rápido, mas o tempo passado em frente ao espelho é significativo. Normalmente, ela deixa para se maquiar no estacionamento do prédio onde trabalha, mas hoje é diferente. Ela tem certeza de que algo vai acontecer e quer estar preparada.

No caminho, coloca uma música suave, apenas instrumental. A primavera recém-chegada cobre as calçadas com as flores amarelas dos ipês por toda a cidade. O dia, lindo e ensolarado, apenas completa a sensação de leveza que a domina. Enquanto para no sinal vermelho, uma borboleta pousa em sua janela entreaberta. E, então, ela o vê.

Os mesmos cachos dourados com os quais ela gostava de brincar. Os mesmos olhos verdes que enxergavam no mais profundo de sua alma. A mesma gargalhada capaz de tirá-la da mais profunda TPM. Não há dúvidas. Embora tenham se passado mais de dez anos sem que se vissem, ela não hesita em nenhum momento. Ali está ele, atravessando a rua a sua frente, sem poder ouvir a batida de seu coração acelerado devido ao trânsito ao redor.

E, então, ela acorda. Sem saber se foi sonho ou realidade, ela percebe o verde que já não é mais dos olhos dele, mas do sinal aberto à sua frente, e ouve o barulho que não é de sua risada, mas da buzina dos apressadinhos esperando que o carro se mova. E ela se move. Não as mãos para engatar a marcha, ou os pés para acelerar. Mas os lábios, para sorrir.


Trilha sonora: Que nem maré - Jorge Vercillo
--
PS: Será que alguém se lembra desse post aqui..?
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Garotos

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Garotos gostam de iludir. Sorriso, planos, promessas demais.
Eles escondem o que mais querem:
Que eu seja a outra entre outras iguais...

Nem sempre, minha cara Paula Toller. Alguns deles podem ser legais, mesmo que tenham histórico de mulherengos. Basta que encontrem a garota certa.

Mel, a jornalista ruiva de bom coração que só chega atrasada no trabalho, encontrou o seu na casa ao lado; Kate, a loira que odeia a chefe e faz diário até em cardápio de restaurante, em uma disputa jurídica; Já Jane, a cartunista morena com uma tatuagem de gato, em uma viagem pela bela e romântica Itália. Não importa onde, certos garotos conseguem nos encantar. Principalmente os da Meg.

A série Garoto é uma das queridinhas da autora queridinha de muitos, A Máquina de Livros, também conhecida como Meg Cabot. Como já é de se esperar para quem a conhece, são livros leves e divertidos, com mocinhas maluquinhas e mocinhos altamente piriguetáveis.




Título: O garoto da casa ao lado
(Editora Record, 2004. 400 páginas)
Autora: Meg Cabot
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Título original: The boy next door
(Harper Collins Publishers, 2002. 374 páginas)
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Mais: Histórico de leitura | Citações

O Garoto da casa ao lado, é o mais romântico dos três. É aquele livro em que você só quer saber se o casal vai parar de se desencontrar pra ficar junto logo. Fiz uma pseudo-resenha dele aqui*.


Título: Garoto encontra garota
(Editora Record, 2006. 400 páginas)
Autora: Meg Cabot
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Título original: Boy meets girl
(Pan Macmillan, 2004. 400 páginas)
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Mais: Histórico de leitura | Citações


Garoto encontra garota, é um déjà-vu, só que mais divertido. Uma coadjuvante já conhecida volta para roubar a cena dos protagonistas. Ela é hilária e me rendeu várias gargalhadas. O único problema é que os personagens são muito parecidos com os do primeiro livro.



Título: Todo garoto tem
(Editora Galera Record, 2005. 328 páginas)
Autora: Meg Cabot
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Título original: Every boy's got one
(Harper Collins Publishers, 2002. 374 páginas)
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Mais: Histórico de leitura | Citações

Todo garoto tem mistura o romance e a diversão. Acho que Jane é, das três, a protagonista mais sem noção. Ela tem umas ideias MUITO malucas que, se não te fazem rir, te matam de vergonha alheia (Duas palavras: Anexo. Grande). E o livro se passa na Itália! Um motivo a mais pra eu gostar :-)

Apesar dos títulos e capas, são histórias adultas. Chick-lits típicos, com o único diferencial de serem contadas através de e-mails, bilhetes, diários etc. Eu, particularmente, acho muito mais fofo usar "garotos" do que "homens" - talvez porque me lembre da música (abaixo), que eu também acho fofa. Mas, imagina, "O homem da casa ao lado"? Não, não ficaria legal.

Os livros não trazem nada de novo, as histórias são, sim, cheias de clichês, mas valem algumas horas de atoísmo - que a gente nem vê que estão passando. Com certeza, são livros que eu irei reler algum dia, pra rir [e suspirar] mais um pouco. Recomendo :)

Garotos não resistem aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não.
Garotos como eu sempre tão espertos
Perto de uma mulher são só garotos

Trilha sonora óbvia e previsível:

* Detesto fazer isso (resenhar o primeiro livro e depois a série completa), parece, sei lá, desleixo. Mas, como agora estou tentando não fazer posts individuais para livros de séries, era isso ou nada :(
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A Igreja, o Estado Laico e o texto que eu gostaria de ter escrito

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Este post está me perseguindo há quase uma semana. Tentei de todas as formas fugir dele, mas não consegui.


Tentei fugir porque, não importa a minha opinião, sempre haverá alguém contra ela. Porque eu tenho o dom de ser mal interpretada. Porque, conhecendo meu jeito estourado, prefiro evitar certas polêmicas na internet. Porque posso perder leitores.


Mas não consegui porque a todo momento aparecem tweets, imagens no Facebook, atualizações no Reader e comentários em blogs amigos que me lembram dele. Porque sei que, mais cedo ou mais tarde, terei que me posicionar - e melhor que seja numa tranquila noite de domingo do que num momento de estresse. E, principalmente, porque não envolve apenas "o que eu acho", mas sim "quem eu sou".


Antes de prosseguir, peço que leiam o texto que serviu como "a gota d'água" para eu escrever. O texto que eu gostaria de ter escrito. É grande, e esse aqui também vai ficar. Sei que alguns já devem estar prontos a discordar de tudo, mas, por favor, me dêem esse voto de confiança.

Leram? Ok. Agora quero que uma coisa fique bem clara. Meu objetivo aqui NÃO É discutir sobre o aborto; meu objetivo é falar sobre a liberdade de opinião.

Muito me chateia ver que pessoas que mais se julgam modernas, descoladas e evoluídas,  que tanto defendem a liberdade e a diversidade sejam, algumas vezes, incapazes de aceitar quem pensa diferente. Confesso: Eu gosto de brigar. Gosto, mesmo sabendo que quase nunca nem sempre é a melhor opção. Por isso, criei pra mim mesma algumas "regras" de boa convivência na internet, sendo que a principal delas é nunca enviar ou responder indiretas e provocações, independente de quem esteja envolvido ou do assunto. Quinta-feira, dia em que o STF decidiu a legalização do aborto de anencéfalos, eu estive a ponto de quebrar minhas próprias regras.

É triste ver pessoas de quem eu gosto e a quem respeito dizendo todo tipo de barbaridades contra os cristãos. Pior ainda, contra Deus! E, por mais determinada que eu esteja a não aceitar indiretas, quando alguém fala da Igreja, eu entendo que está falando de mim, porque eu sou parte dela. Não da igreja como instituição, mas da Igreja como povo que segue a Cristo. Sinto-me ofendida, sim! Ofendem-me quando julgam a inteligência dos cristãos sem nos conhecer e quando dizem que nossa opinião vale menos porque foi pautada na Bíblia, e não na aula de sociologia. Porque eu já estudei sociologia, filosofia, história, porque eu leio todos os tipos de livros, tenho um conhecimento razoável sobre várias outras religiões e, mesmo assim, OPTO por seguir os princípios cristãos. E porque eu SEI que a opinião da minha vó, que não sabe ler e, sim, é guiada pelo que diz o pastor, vale tanto quanto a minha. Ela é tão cidadã quanto eu ou qualquer um de vocês.

Sim o Estado é laico. Sim, eu acho que ele TEM QUE SER laico, porque qualquer alternativa aumentaria a discriminação de um ou outro grupo. Mas EU não sou laica e você também não é. Somos milhões de indivíduos que vivem em uma democracia, onde todos possuem [ou, em tese, deveriam possuir] igual força e iguais direitos. Desprezar quem pensa diferente só serve para despertar a ira e aumentar o preconceito. O respeito, esse sim, leva à discussão saudável e ao progresso ;)

Leia também
PS: Não tem nada a ver com esse assunto, mas, quem não leu, leia o post anterior que é um assunto importante e sério.
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Aconteceu comigo: Impostores tentando se passar por técnicos da GVT

sábado, 14 de abril de 2012

Quem me segue no Twitter ou no Facebook, já deve ter visto meus comentários sobre o que aconteceu ontem. Eu não ia replicar aqui, mas depois pensei que pode ser uma boa, considerando que os posts nos blogs têm uma "vida útil" bem maior do que nas redes sociais. Já estou cansada de ver por aí histórias de gente que se disfarça de prestador de serviços pra invadir a casa das pessoas e roubar (ou pior). Mas a gente nunca acha que pode ser a próxima vítima, né? E ontem nós quase fomos...

Há algumas semanas, nós tivemos uns problemas com a internet e telefone da GVT e chegamos a solicitar um técnico pra verificar nossa rede. Só que os problemas se resolveram apenas por telefone e Twitter, sem necessidade de visita. O último contato fora no dia 06/04. Até que, ontem pela manhã, minha mãe recebeu um telefonema do número 3025-5250, e um homem, que se dizia da GVT, perguntou se estava tudo bem com a rede, porque sabia do problema anterior e blablabla. Depois ele disse que o telefone estava com muito ruído, coisa que ninguém havia notado.

Mais tarde, às 15:45, eu recebi uma ligação do 2555-3508. Um homem, não sei se o mesmo, falou o nome da minha mãe e disse que ela havia solicitado um reparo na rede, só que ele não estava conseguindo encontrar meu endereço (sorte do dia: minha rua tem dois nomes). Aí a "luzinha vermelha" acendeu. Minha mãe e minhas irmãs SEMPRE me avisam quando dá algum problema, porque, afinal, eu sou a cientista da computação que [supostamente] entende dessas coisas. Como ele já tinha o endereço e ia chegar de qualquer forma, eu dei uma referência errada para atrasá-lo e liguei pra minha irmã. Ela confirmou o que eu já imaginava: Ninguém solicitou nada.

Quando cheguei do trabalho, soube que o suposto técnico realmente veio, mas não tinha ninguém em casa. Segundo a vizinha, ele usava um carro amassado, sem identificação e com uma escada em cima, e esperou por um tempo enquanto falava ao telefone. O amigo do meu pai que usa a nossa garagem disse que o viu quando veio buscar o carro, por volta das 17h. O sujeito pediu pra entrar, mas ele não deixou. Pouco tempo depois, chegou meu cunhado e já não tinha mais ninguém.

Estamos de olho!
Liguei (pela primeira vez na vida, usando o "número confidencial" que eu normalmente detesto) pro 2555-3508, mas só dava caixa postal. Tentei no 3025-5250 e logo um homem atendeu dizendo "GVT". Perguntei o nome: Márcio. Pedi o número de matrícula dele, ele ficou nervoso e perguntou o motivo. Não sei se foi a melhor atitude, mas eu sou esquentada e soltei os cachorros pra cima dele. Disse que alguém estava utilizando aquele número pra se passar por técnico e que, se ele fosse mesmo funcionário da GVT, eu queria o número da matrícula. Ele disse que era 12989, mas, pelo tom da conversa, eu já havia percebido que era mentira. Infelizmente, o call center da GVT não pôde me confirmar se existe algum Márcio com essa matrícula trabalhando por aqui. Apenas confirmei algumas informações e fui orientada a registrar ocorrência.

Não sei se a polícia vai poder fazer alguma coisa, pois não temos muitas informações. Mas estamos informando a todos os familiares e amigos, para o caso de ter acontecido com mais alguém por aqui. E não custa relembrar:

  • Não confie em ligações que dizem ser de empresas de telefonia, internet, bancos etc, e pedem para você informar ou confirmar seus dados. Desligue o telefone e entre em contato com o número oficial do call center da empresa.
  • Não divulgue telefone ou endereço em redes sociais.
  • Não conte sua vida inteira pra qualquer um que encontra na rua. Às vezes, é melhor ser antipático do que ingênuo.
  • Caso solicite visita de alguma empresa, confira o crachá do funcionário antes de permitir sua entrada.
  • Mantenha sua família informada a respeito de encomendas via Correios ou transportadoras. Pergunte para quem é a encomenda antes de abrir a porta, peça ao entregador para esperar um momento e tente entrar em contato com o destinatário para saber se ele espera algo. Caso você receba muitas coisas, vale a pena perguntar o nome do carteiro e tomar um cuidado extra quando mudar.
  • Mantenha seus vizinhos informados sobre pessoas suspeitas na rua.
  • Pense como o inimigo! E não entre em pânico. Um pouco de malícia não faz mal a ninguém ;)
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Where rainbows end - Cecelia Ahern

quarta-feira, 11 de abril de 2012



Título: Where rainbows end
Título no Brasil: Onde terminam os arco-íris
(Relume Dumará, 2006. 384 páginas.)
Autora: Cecelia Ahern
Edição: Harper Collins, 2009. 377 páginas.
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Mais: Histórico de leitura | Citações

Rosie and Alex – best friends or soulmates?

Since childhood, Rosie and Alex have stuck by each other through thick and thin. But they’re suddenly separated when Alex and his family move from Dublin to America.

Their magical connection remains but can their friendship survive the years and miles?

Misunderstandings, circumstances and sheer bad luck have kept them apart – until now. But will they gamble everything – including their friendship – on true love? And what twists and surprises does fate have in store for them this time...?

Clube das Chocólatras BH - Março/2012
Quinta-feira, cheguei em casa e soube que um tio havia morrido. Nosso contato com a família do meu pai se limita ao necessário, então eu não devo ter trocado nem meia dúzia de palavras com esse tio ao longo da vida, e sua morte não despertaria nada em mim além do que despertam aquelas que vejo todos os dias nos noticiários. Acontece que meu cunhado estava em casa, então eu e minha mãe começamos a contar uns "causos" pra ele e, no meio da conversa, eu acabei abrindo minha caixinha de lembranças da infância e adolescência.

Na maioria das vezes, essas lembranças são só minhas, porque ninguém na minha casa tem memória tão boa para se lembrar de coisas ocorridas há mais de vinte anos. E costumam estar relacionadas a pessoas que tiveram certa importância na minha infância/adolescência, mas que eu não vejo há muito tempo. As lembranças daqueles com quem ainda tenho contato são sempre trazidas à tona. As outras, não; precisam de um gatilho. Como o de quinta.

Of all the things I still remember
Summer's never looked the same
The years go by and time just seems to fly by
But the memories remain
In the middle of September we'd still play out in the rain
Nothing to lose but everything to gain
Reflecting now on how things could've been
It was worth it in the end


As tardes passadas na banca de revistas da minha tia, lendo todos os gibis da Turma da Mônica. Os domingos no clube, sendo chamada de preta pelo "bronzeado" e com os olhos verdes de cloro. Os natais dançando É o Tchan #shameonme. As viradas de ano jogando bingo.

Ok, antes que vocês pensem que eu copiei o texto no arquivo errado, vamos ao livro, certo? O que Where rainbows end tem a ver com os momentos guardados na minha caixinha? Simples. Enquanto lia, eu me senti abrindo uma caixinha de recordações dos protagonistas Rosie e Alex. É uma história de momentos, guardados, dos 5 aos 50 anos, em cartas, e-mails, bilhetes, postais e chats. Durante todo esse tempo, acompanhamos a vida da garotinha Rosie e seus (des)encontros com o melhor amigo, Alex. O tempo que passaram juntos, a separação, os planos frustrados, os relacionamentos que não deram certo, os filhos, os trabalhos. Está tudo ali, contado de uma forma que faz o leitor se sentir parte daquilo.

Wherever you are
Where will you be
Are you the same or
Dreaming after waiting only for me
Waiting for love
Waiting for the same or
Dreaming on the other side
Hoping no matter how far i'll find my way to you
Following a rainbow


Devo confessar que essa leitura se prolongou por mais tempo do que eu gostaria e que nem sempre eu estava com motivação para ler. Em parte, devido ao cansaço, mas também porque em algumas partes a história se arrasta, contando detalhes, a meu ver, insignificantes. O lado de Rosie é muito explorado, se houvesse um equilíbrio entre a história dela e a de Alex, creio que teria sido melhor.

Mas não deixo de recomendar o livro por isso. Cecelia parece ter algo de mágico em sua escrita e consegue contar de forma sublime uma história nem sempre feliz. A amizade dos protagonistas é realmente muito bonita, embora eu não concorde muito com as escolhas que ambos fizeram. Faz pensar nas pessoas que vamos deixando para trás em nossas vidas, em como estaríamos se elas estivessem conosco, em como será que elas estão hoje. Faz querer cuidar daqueles que estão por perto, para não deixar que se percam com o tempo. Uma história que merece ser lida e que, ao terminar, te deixa com um sorriso no rosto e um brilho diferente nos olhos.

Somewhere, over the rainbow, skies are blue,
And the dreams that you dare to dream really
do come true

Edições

Eu costumo colocar capas diferentes de alguns livros só como curiosidade, mas, para os livros de Cecelia Ahern, sinto-me obrigada a fazer isso porque sei que pode ser útil. Como eu disse quando resenhei There's no place like here, os títulos variam muito, inclusive entre países com o mesmo idioma. Where rainbows end pode ser (Clique nas imagens para ampliar):

Where rainbows end - Irlanda/Reino Unido
Love, Rosie - EUA
Rosie Dunne - EUA

Onde terminam os arco-íris - Brasil
Donde termina el arco iris - Espanha

Scrivimi ancora (Escreva-me mais) - Itália
Para sempre, talvez - Portugal

Für immer vielleicht (Onde terminam os arco-íris) - Alemanha
La Vie est un arc-en-ciel (A vida é um arco-íris) - França

Hvor Regnbuen ender (Onde termina o arco-íris) - Dinamarca
Der Regnbuen ender (Onde termina o arco-íris) - Noruega

Στην άκρη του ουράνιου τόξου (No final do arco-íris) - Grécia
Di Ujung Pelangi (No final do arco-íris) - Indonésia
Suflete pereche (As almas gêmeas) - Romênia
Не верю. Не надеюсь. Люблю (Não acredito nisso. Espero que não. Eu amo.) - Rússia (???)

Na kraju duge (No final do arco-íris) - Croácia
Voor altijd (Para sempre) - Holanda
Ahol a szivárvány véget ér (Onde termina o arco-íris) - Hungria
Gostei muito das capas Romenas, só é uma pena que não tenha encontrado imagens maiores. Na primeira, eu só trocaria o pingente para ficar igual ao do livro. Também gosto da minha edição, que dá a ideia do arco-íris no fundo e tem o pingente. 


Trilha sonora
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Rádio Free - Bem pensado #8 - Vou me lembrar

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mais um mês e mais Banda Resgate na Rádio Free. Eu esqueci completamente que a música de março foi deles, mas não quero mudar, porque Vou me lembrar deveria ter sido uma das primeiras a aparecer por aqui e porque eu acho que combina com esse clima de Páscoa. Estou atrasada, mas quem se importa? A mensagem é válida para todos os dias.

Não vou comentar sobre a música porque quero que todos prestem atenção nela e não em mim. Qualquer coisa que eu disser, pode acabar estragando tudo. É uma letra forte, que nem todos têm coragem de escrever ou cantar, e que me deixa arrepiada sempre que ouço.

Composição: Zé Bruno, Dudu Borges e Jorge Bruno

Lembre-se de quem bebeu do fel amargo de uma taça

Que ainda existe quem torça pra assistir a uma desgraça

E dos fariseus, que engordam com aquilo que é nosso
E dos mercenários que cobram pra nos dar o que é de graça*

Lembre-se de quem gera das entranhas o Seu povo
Que valemos mais do que o mundo inteiro com o seu ouro
Que aquele sacrifício, é vivo e permanece
sobre todos nós para sempre. Pra sempre


Lembrem-se do pão que nunca nos faltou em meio à seca
De quem multiplicou e faz com que nenhum dos Seus se perca

Que nunca foi alguém de carne e osso que nos fez mais nobres
Que não há mais ninguém melhor do que alguém que se fez pobre

Lembre-se de quem nos deu o próprio sangue como um selo

Que homens vão e e vêm mais Ele permanece eternamente

Que Aquele que desceu, é o mesmo que subiu
e que nos levará para sempre

Eu vou me lembrar, de não me esquecer
De tudo o que eu fiz
E sempre acreditar que o que me faltar
Deus já me deu
E pelo que eu vivi
Sempre glorificá-Lo

Eu vou me lembrar que mesmo assim
Eu nada sou
E sempre acreditar que
Quando eu morrer
Eu vou viver
E, sem parar
Pra sempre glorificar o meu Deus

* Optei por ocultar os rostos das pessoas na foto, porque a intenção não é acusar ninguém especificamente, apenas ilustrar, de forma geral, o que qualquer um pode deduzir pela letra da música.
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