Can you keep a secret? - Sophie Kinsella

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Título: Can you keep a secret?
Título nacional: O segredo de Emma Corrigan
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Dell fiction
Páginas: 368
Comprar: Livraria Cultura | Livraria Saraiva | Livraria da Travessa
Mais: Citações | Histórico de leitura

Meet Emma Corrigan, a young woman with a huge heart, an irrepressible spirit, and a few little secrets...

Until she spills them all to a handsome stranger on a plane. At least, she thought he was a stranger...

Until Emma comes face-to-face with Jack Harper, the company’s elusive CEO, a man who knows every single humiliating detail about her...
Leituras de Fevereiro
Este é o quinto mês de Clube das Chocólatras BH e, pela segunda vez, meu livro é da Sophie Kinsella. Desta vez, a mãe das protagonistas mais piradas da minha estante me apresenta Emma Corrigan, que embora não chegue a ser tão maluca quanto Becky Bloom, sua "irmã" mais famosa, também não nega o sangue. E acho que eu também tenho um pouco desse sangue, pois as chances de eu não gostar de personagens assim é bem pequena.

Simpatizei com Emma - e seus segredinhos - desde o princípio, afinal, eu também tenho meus segredos. Quem não os tem? Por isso é tão fácil sentir empatia por ela e se colocar em seu lugar. Um único segredo revelado não é o fim do mundo, mas imagine revelar TODOS eles ao mesmo tempo e continuar viva para as consequências? E essa é uma das coisas mais legais nos livros da autora: ela pega coisas pequenas, cotidianas, humanas e aumenta até que esteja constrangedor o suficiente para render algumas boas gargalhadas.

Outros trunfo da tia Sophie são os mocinhos encantadores. [Pausa para suspirar.] Jack não foge à regra. É fofo e rende os momentos mais divertidos do livro, quando se lembra de algo que Emma lhe contou. Será que ele quer mesmo ficar com ela, mesmo sabendo todos os detalhes de sua vida, ou tem outros interesses? Apesar de toda a fofura, morri de raiva dele em alguns momentos. Por que ele não pode se abrir? O que ele tanto esconde? Só lendo pra saber...

I know I don't know you
But I want you so bad
Everyone has a secret locked
But can they keep it
Oh No they can't

Can you keep a secret? foi uma leitura deliciosa, muito divertida. O único ponto negativo é o final corrido. Amei o Epílogo, mas ficou um vazio entre o último capítulo e ele.

Trilha sonora:
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Jogos vorazes, egoístas e cruéis

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Skoob

Atenção: Esta resenha não possui spoilers. Podem ler sem medo ;)

Jogos Vorazes não é a história de uma mocinha indecisa entre dois rapazes encantadores. Não é a história de dois amantes desafortunados que são obrigados a enfrentar a guerra que os separa. Não se trata apenas de um reality show onde a recompensa para o vencedor é a manutenção da própria vida e tampouco de uma guerra.

Os personagens desta história não podem ser rotulados como mocinhos ou bandidos, culpados ou inocentes. Para isso, eu teria que utilizar algum padrão, alguma referência, mas não consigo pensar em nenhuma que seja justa. Alguns não podem nem ser definidos como homem ou mulher, no que eu acho que foi uma grande sacada da autora de utilizar nomes e características unissex na maioria deles.

Katniss não é a protagonista dessa história, embora toda a narração seja feita por ela. Assim como a Inconfidência Mineira não é a história de Tiradentes e a Revolução Farroupilha não é a história de Bento Gonçalves, Katniss é apenas coadjuvante na história de um mundo hedonista e cruel.

Tell me who'd have thought that we would be so controversial
And stand against the normal yeah yeah
Are we too outspoken, loud, and messing up the comfortable
Well we've been messed up also yeah

How can we be silent
When a fire burns inside us



Skoob
Jogos Vorazes é uma história do egoísmo humano; de como a sede pelo poder e pelo prazer pode chegar a níveis absurdos. De como somos capazes de ignorar completamente o outro quando buscamos nossos próprios interesses.

Estou escrevendo logo depois de terminar A Esperança, último livro da trilogia, e ainda estou profundamente tocada. Assim como aconteceu quando li Em Chamas, sei que levarei um tempo até processar tudo. Sei também que algum dia irei reler a série e, possivelmente, ter uma percepção diferente de certos eventos. O que tenho, porém, é apenas o que sinto no momento: Culpa.



All have the call but so few will listen
Life is too short, you don't want to miss this
Make up your mind before life passes by
Now is the time to wake up and see this
world won't revolve around you and me so
lets be the change we've all been wating for


Culpa por me ver, muitas vezes, refletida nos personagens em ocasiões nada nobres. Por saber que a guerra não começou nos “Dias escuros” ou ao término da 74ª edição dos jogos. Não. Ela pode estar começando hoje e eu posso ser a causadora.

Talvez eu esteja dramatizando demais. É só um livro, certo? Certo? Não existe isso de crianças morrendo em uma guerra patrocinada por adultos que querem se divertir às suas custas. Ninguém esteve na pele de Katniss, sem saber em quem podia confiar; sem saber se poderia confiar em si mesma. Nunca houve uma guerra onde o bom e o mau se confundem. Certo?

Errado. Aqui mesmo no Brasil, as já citadas Inconfidência Mineira e Revolução Farroupilha foram revoltas com interesses dúbios, onde – olha ele aí de novo – o poder estava em jogo. E isso pra falar apenas das duas sobre as quais eu estudei um pouco mais...

Skoob
Até na Bíblia vemos histórias parecidas. Alguém uma vez comparou Jogos Vorazes a Deixados para trás. Na hora, tendo lido apenas um livro da primeira série, descartei imediatamente qualquer semelhança com a segunda, cujos dezesseis volumes eu já li há alguns anos. Ao ler Em Chamas, comecei a mudar de opinião. Pensei que, embora o contexto e as motivações sejam diferentes, as dificuldades enfrentadas pelos personagens eram, sim, bastante parecidas. Já em A Esperança percebi que as motivações são as mesmas e, a esta altura, creio que todos já sejam capazes de adivinhar o que eu direi a seguir. Sim, o poder. Acrescente à receita a vaidade. Como resultado, temos o bolo que fez Lúcifer desejar ser maior que o seu criador e que levou as pessoas da Capital ao estado de alienação em que se encontram.

I hope you don't mind
That I know your life
Cause I read it every day
And all your faults
Make me feel so good
Cause the media stole my brain
Its so nice to have someone tell me what to think
What is it for? Don't we want more, don't we want more.


Com isso, não quero dizer que a série tenha algum fundamento religioso; Pelo contrário, a total ausência de elementos sobrenaturais não passa despercebida. O ponto aqui é como Suzanne conseguiu tornar seus livros realistas a ponto de conseguirmos identificar semelhanças nos locais mais improváveis. É por isso que a história é tão chocante. Porque poderia ser real! Porque pode vir a ser um dia.

Não falei muito do enredo em si, porque há diversos outros lugares onde vocês podem ler sobre isso; achei mais importante falar sobre os sentimentos e as reflexões que ela me provocou. Porque literatura é isso! Não é revista de fofoca onde lemos sobre a vida dos outros! É conhecer os personagens e se identificar; se envolver, trazer para a nossa realidade o que lemos. Não acredito em “literatura puramente de entretenimento”, acredito que qualquer livro, por mais despretensioso que seja, pode ser capaz de despertar reflexões. Aqui fala alguém que chora em chick-lits adolescentes e sente dor de estômago em romances desidratantes.

We are not blind, we know the truth
still we won't stand, still we don't choose
We'd rather stay, so comfortable
stuck in our world, that's under control
We may not pull, the trigger but we
stand by and watch, then pretend not to see
Silence is worse, then evil done
what in the world have we become..


Jogos Vorazes cumpre bem o papel de mexer com o leitor, sem deixar de lado alguns momentos belos e até engraçados. Chorei. Muitas vezes, aprendi a gostar de alguém para vê-lo morrer pouco depois. Outras mortes são tão rápidas que eu só consegui sentir um nó na garganta por desejar que o personagem tivesse, ao menos, um fim mais digno. Ri, também. Em alguns momentos, deixei-me envolver pela expectativa de um romance. Xinguei os personagens, tive raiva; discordei de algumas escolhas da autora no final. Isso sempre vai acontecer; É (quase) impossível ler um livro e balançar a cabeça em concordância o tempo todo. Mas isso não tira os méritos da série – e nem mesmo do seu final, que já recebeu muitas críticas dos leitores, mas que, em geral, eu achei adequado.

Recomendo a todos que leiam, principalmente as entrelinhas.

Trilha sonora

Distopias combinam com rock e ouvi muito os CDs How can we be silent e Love & War, de Barlow Girl, durante a leitura dos três livros. Recomendo tudo delas, mas deixo aqui as músicas que mais combinaram e que citei no post.
[Editado] Não me lembrei de dizer isso no texto, mas a música tem bastante importância nos livros e está presente em alguns dos momentos mais bonitos. Como eu sempre digo, música é vida. Se a literatura mexe com nossa mente, a música mexe com os nossos sentidos, trazendo os mais diversos sentimentos. E é algo que ninguém pode nos tirar, assim como a Capital não tirou nem mesmo dos distritos mais pobres.


Links

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Texto da graça desaparece de graça (por Vinny Ásio)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Está sendo procurado o versículo 9 do capítulo 12 da segunda carta aos Coríntios, situada no novo testamento bíblico. As causas do desaparecimento ainda são desconhecidas. O exército angelical, que cuida do caso, já está trabalhando com algumas hipóteses, sendo que a mais plausível é a de uma exclusão textual do livro sagrado, onde o trecho desaparecido tornava-se insignificante quando comparado a outros como Is. 1:19, Sl. 23:1, Fp. 4:13, Sl. 112:3, Ec. 5:19 etc, que estão ofuscando a real essência do seu conteúdo. Testemunhas estão sendo ouvidas.

O texto excluído (II Co. 12:9) relata a resposta obtida por Paulo após clamar por 3 vezes a Deus para que o livrasse de um mal que o atormentava. Porém, a resposta que Paulo obteve não foi a que ele esperava: "A minha GRAÇA te basta, porque o meu poder se aperfeiçaa na fraqueza...". Segundo relatos das testemunhas, é aí que desaparece o texto, pelo simples fato de muitos, hoje, não procurarem mais pela maravilhosa GRAÇA do Deus da benção, mas sim, pelo Deus que dá a benção de graça.

Nossa equipe visitou algumas igrejas, e em grande parte delas se vê de tudo: Chave da vitória, rosa ungida da prosperidade, oração do esquecimento, unção dos olhos verdes que curam, pulserinha da vitória e até mesmo banho de suco de uva sobre a cabeça, dentre outras. Poucas falavam da GRAÇA de Deus.

Concluímos que os proprios pregadores, ou alguns deles, estão excluindo o texto de II Co. 12:9 de seus trabalhos e sermões, o que acarretou o desaparecimento do mesmo. De nossa parte, seguem algumas sugestões do que esses pregadores devem estar fazendo com o texto: A minha pulserinha te basta; A minha rosa ungida te basta; A minha chave da vitória te basta; A minha prosperidade te basta, ou coisas deste tipo.

GRAÇA. Favor divino, não merecido. Isso sim nos basta.

Uma breve explicação

Todos os que acompanham o Free to be me devem saber que eu não gosto de postar coisas de outras pessoas, porque o blog é meu, e eu quero que tenha a minha cara. Porém, há alguns meses, eu tive a ideia para esse post, mas não consegui colocar em palavras. Na mesma época, um amigo - conhecido pelo pseudônimo de Vinny Ásio - começou a escrever alguns textos, mas não tinha onde publicá-los. Resolvemos unir as duas coisas e eis aqui o "piloto" de uma nova coluna.

Se der tudo certo, a coluna será mensal e trate de temas variados e, possivelmente, polêmicos. Esse primeiro foi sobre um aspecto do cristianismo, mas nos próximos podem aparecer coisas bem diferentes. Religião, política, futebol, televisão, qualquer coisa que nos der na telha. A ideia é falar sobre assuntos sérios, mas com uma pitada do humor sarcástico que eu e Vinny Ásio compartilhamos.

E vocês podem ajudar a fazer essa coluna, principalmente nesse período inicial. Fiquem à vontade para dar sua opinião nos comentários, qualquer que seja ela. Podem também sugerir temas. Se alguém quiser dar uma sugestão anônima, pode utilizar o formulário alternativo e colocar "Anônimo" na caixinha de nome.
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Um homem de sorte - Nicholas Sparks

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Título: Um homem de sorte
Título original: The lucky one
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 349
Comprar: Livraria Cultura | Livraria Saraiva | Livraria da Travessa
Mais: Citações | Histórico de leitura


Durante a maior parte da sua vida, Logan Thibault foi um homem que em tudo se podia considerar comum. Porém, nada de comum havia naquilo que estava prestes a acontecer-lhe. Quando encontra uma fotografia de uma mulher nas areias do deserto do Iraque, Logan Thibault passa, inexplicavelmente, a ser um homem com a sorte do seu lado, que sobrevive a situações de indescritível perigo. A fotografia começa a ser encarada como um talismã e, de regresso aos EUA, Thibault não consegue deixar de pensar na mulher que lhe salvou a vida. Mas, assim que a encontra, o segredo que transporta consigo poderá custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Nicholas Sparks traz-nos uma sublime história sobre a força avassaladora do destino que se sobrepõe a tudo e dá sentido até aos momentos mais inexplicáveis da vida.
Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito.

Mais uma vez, aqui estou diante de um livro do Sparks sem saber o que escrever. Com Um amor para recordar, foi porque eu gostei muito; com Noites de tormenta, porque me decepcionei; com Querido John, porque mexeu demais comigo. Agora, com Um homem de sorte, eu não sei o que escrever porque eu ainda não sei se gostei ou não. Estou há horas (literalmente) com o arquivo aberto, escrevendo e apagando, escrevendo e apagando...


Logan Thibault e Elizabeth são pessoas interessantes, mas bastante introspectivas. Quando estão juntos, suas conversas são quase tão boas quanto as de Jeremy e Lexi ou Landon e Jamie, mas esses momentos são poucos se comparados aos longos e detalhados trechos de narração atual intercalada com lembranças de ambos. Os capítulos mais ágeis  e emocionantes eram os do vilão, Clayton, mas eu achei que ele poderia aparecer mais. Não que ele seja "super do mal"; é apenas um homem mimado, que não amadureceu para encarar as consequências de seus erros e acha que pode fazer tudo do seu jeito. A relação entre Logan, Beth e Clayton poderia render muita coisa, mas não rendeu. Foram muitas páginas, mas poucos acontecimentos e um final corrido (do qual eu não gostei).
Algumas capas ao redor do mundo
Acontece que até mesmo os livros "ruins" do Sparks são melhores do que muitos livros "bons" de outros autores. A história de Um homem de sorte é boa, só que não me conquistou. Não tem aquela emoção de Querido John, A última música ou Um amor para recordar, ou aqueles diálogos ótimos de O Milagre. A história é boa, os personagens são bons, mas não passa disso. Nada excepcional, nada que se destaque. Leva nota "3,5", porque eu gostei mais do que de Noites de Tormenta), mas não chega ao nível dos meus favoritos.



Recomendo para quem não conhece o autor e fica com medo de chorar muito. Um homem de sorte é o mais "água com açucar" (dos que eu já li), bom para aquele dia em que você só quer um romance levinho.


Filme


Um homem de sorte foi adaptado para o cinema com Zac Efron e Taylor Schilling nos papéis principais. Apesar daquela desconfiança usual com relação a adaptações e do meu preconceito com o High School Guy, quero assistir. Quem sabe eu não gosto mais, não é?
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Sobre um par de patins e o medo de cair

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Tudo começou com um banner no shopping...

Não era exatamente este, mas parecido.
Um tweet, uma reply, três adiamentos e algumas SMS's depois, estávamos eu, Luciana e Louise (o trio Mara, só pra não perder o costume de fazer trocadilhos com os nossos nomes. E, não, eu não sou irmã delas) na fila comprando os ingressos para o BH on Ice. Tudo corria muito bem e a tarde prometia ser bem divertida, até o momento em que eu coloquei os patins. Vejam bem: Eu NUNCA andei de patins. Não, nem quando era criança, minha mãe nunca deixou. Tentei uma vez na adolescência, escondida, mas não tive sucesso. Agora, aos 25 anos e com vários quilos a mais do que uma pessoa que pode se considerar "não sedentária", eu resolvi tentar. Tentei, as meninas estão de prova, mas não consegui. Dei uma volta na pista, me segurando o tempo todo. A moça que tomava conta da pista até tentou me dar umas dicas, mas quem disse que eu parava em pé sozinha?

Foi um comentário dessa moça que me levou a escrever este post:
- [...] nem as crianças conseguem de primeira.
- Eu não entendo como elas aprendem tão rápido!
- É que elas não têm medo de cair.
Pronto! Entrei num daqueles momentos de reflexão - aqueles comuns em aniversários e finais de ano, sabe? - pensando em todas as coisas que eu deixei de fazer por medo de "cair". Depois eu resolvi que não adianta nada ficar pensando nisso, porque é muito fácil olhar pra trás e pensar "nossa, eu deveria ter feito tal coisa" já sabendo que não corro mais o risco. Pensei em quantas coisas eu já tentei.


Algumas coisas vocês já sabem, né? Que saí do trabalho com uma mochila nas costas e fui passar dois dias no Rio de Janeiro com apenas R$20 e um cartão de refeição no bolso. Que passei as férias na casa de gente que eu nunca tinha visto antes. Gastei metade do meu salário pra assistir a um show. Aterrissei a 2500km da minha cidade no meio da noite pra passar um dos finais de semana mais loucos e divertidos da minha vida. Já fiquei (mais de uma vez) quase dois dias acordada sem nem cochilar pra aproveitar melhor o tempo.


[Uma pausa pra avisar que, a partir daqui, até aqueles que me conhecem bem podem se surpreender. Eu me surpreendo, porque algumas coisas definitivamente não são a minha cara.]


Já andei na chuva com vestido de festa e descalça porque a sandália estava machucando. Joguei bola com um sapo - daqueles grandes e nojentos - observando a partida. Dei voltinhas de bicicleta num estradinha cheia de pedras pra chamar a atenção dos rapazes do outro lado. Saí fazendo ziguezague de bicicleta no meio da rua em um dos morros mais íngremes do bairro. Saí cantando feito louca pelo meio da rua sem me importar com ninguém. Cochilei boiando no mar e, quando percebi, já não dava pé. Já consolei bêbado e peguei carona com um maconheiro bem doidão. Já passei horas no meio de um mato cheio de aranhas, subindo e descendo por lugares ainda não explorados, enterrando minha perna na lama pra procurar um rio que não tinha nem dois metros de largura (E, caso alguém se interesse em saber, eu já tinha passado dos 20 quando isso aconteceu).


É... Não acho que eu seja muito "espírito livre", mas até que não estou tão mal assim, né?


Quanto aos patins, continuo com medo de cair e me apavoro com a possibilidade de entrar naquela pista novamente. Mas eu me conheço e sei que um dia eu voltarei. Um dia, quem sabe, se eu perder alguns quilos e tiver um pouco mais de equilíbrio? Quem sabe, se eu tiver um Douglas ou um Michael pra segurar a minha mão? Ou, quem sabe, se eu não tiver nada pra fazer no próximo sábado e alguém me chamar?!


;-)


PS: Quero andar de Kart em Betim, quem vai comigo?
PPS: Depois de lembrar todas essas aventuras, adivinhem o que eu vou fazer no Carnaval? Isso mesmo, trabalhar.
PPPS: Nem sei se esse post está fazendo muito sentido. Só sei que, se eu não o escrevesse agora, provavelmente não escreveria nunca.
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(500) dias com ela (Filme)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Título: (500) dias com ela
Título original: (500) days of Summer
Gênero: Drama/Romance
Duração: 95 minutos
Ano: 2009
Comprar: Livraria Cultura | Livraria Saraiva | Livraria da Travessa
Mais: Imagens e citações

Quando Tom, azarado escritor de cartões comemorativos e românticos sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado.

Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.

Antes de pensar em assistir a este filme, eu já tinha lido vários comentários dizendo o quanto ele é genial, e diferente, com uma trilha sonora perfeita etc. E é! Bem diferente de tudo o que eu já vi, não acho nem que possa ser chamado de "comédia romântica". Onde já se viu um filme que, já nos primeiros minutos, nos tira a ilusão de que os protagonistas terminem juntos e sejam felizes para sempre? Pois é isto o que acontece aqui. Nós não sabemos como Tom e Summer se conhecem, quando se interessam um pelo outro, o que fazem juntos; só sabemos que não vai durar.

Fonte

A ideia original parece ter conquistado a todos os que trabalharam na produção do filme, porque o resultado ficou excelente. Summer é uma bitch total. Na maior parte do tempo, eu a odiei. Nas outras partes, eu tive pena dela. No fundo dos belos olhos azuis de Zooey Deschanel, dava pra ver a amargura e o medo da personagem. Já Tom nem passa perto do tipo de mocinho que me conquista e só por isso o filme não levou 5 estrelinhas. Esperava mais atitude dele, e não aquele chororô todo. Em alguns momentos, a distorção do clichê acabou ficando forçada.



Gostei da lição que o filme passa, de descobrir aquilo que realmente gostamos de fazer, correr atrás dos sonhos. Foi o que Summer trouxe de bom a Tom. E, ao contrário do esperado, eu gostei muito do final.
Fonte
Não posso deixar de dizer que a fotografia e a trilha sonora são simplesmente perfeitas. Tem uma cena musical maravilhosa, com um clima lindo de conto de fadas. E a narrativa não linear também contribui, brincando com as contradições no relacionamento dos dois. 

Fui olhar os cartazes do filme no Filmow e fiquei me perguntando de onde tiraram essa imagem do poster brasileiro. Acho que tem um desse em inglês também, mas não entendo, tem outros tãaaao mais legais. Também não gosto do título em português. Não são exatamente 500 dias que ele passa com ela; o original é um trocadilho do nome dela com o verão, que aparece o tempo todo na história. Embora o tempo do filme seja muito maior que o de uma estação, eu gostaria mais se fosse 500 dias de verão. Mas claro que isso é apenas um detalhe, e eu continuo recomendando.

Do "menos legal" pro "mais legal". Clique para ampliar ;)

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Rádio Free - Te conheço #8: I will always love you

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E o Te Conheço volta com uma música que todo mundo deve ter enjoado de tanto ouvir no fim de semana. Sei que eu prometi postar este mês a segunda parte de Amazing Grace, mas vendo todas as manifestações com relação à morte de Whitney Houston, lembrei-me de uma versão (sobre a qual falarei daqui a pouco) e resolvi procurar por outras.

Quase todos devem saber que esta música foi tema do filme O Guarda Costas, que Whitney protagonizou ao lado de Kevin Costner, certo? Ok, confesso que eu não sabia. Provavelmente já ouvi falar, mas como nunca assisti ao filme, não associo uma coisa à outra automaticamente. Outra coisa que eu não sabia é que a música foi gravada originalmente em 1974 por Dolly Parton. Em 1982 Dolly cantou-a em uma cena do filme A Melhor Casa Suspeita do Texas.


Mais tarde, foi cantada também por Lara FabianIlse DeLange, Linda Ronstadt, Vince GillConnie Talbot (que não tem idade pra cantar uma música dessas, mas tem uma voz maravilhosa). Foi também apresentada no seriado  Glee  por inúmeros participantes de reality shows musicais, incluindo os brasileiros Ricky Vallen e Shirley Carvalho, e a adolescente francesa Caroline Costa.


Lara e Connie: Entre as melhores.
Outros idiomas

Sei láaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
A versão a que eu me referi no primeiro parágrafo foi a de Sandy & Junior, no álbum Sonho Azul (1997). Lembrei porque, mesmo sem conhecer a original, eu já achava a música estranha. Que outra música no mundo tem um "sei láaaaa" que dura 5 segundos? Enfim, não ouçam. Ou ouçam, pra rir. Se eu que ainda gosto da Sandy acho ruim, suspeito que ninguém vá gostar.


Em Espanhol temos Mayré Martinez e uma versão "bilíngue" com a guatemalteca Fabiola Roudha, segundo lugar no reality mexicano La Academia. Procurei também em italiano, francês e alemão, mas não encontrei.


Confesso que me surpreendi com tão poucas versões "oficiais". Pensei que fosse encontrar mais, mas a maioria era de realities. As versões em inglês são quase iguais; além da original, com Dolly, e da mais famosa, com Whitney, gostei da Lara e da ConnieE vocês, de qual gostaram mais?
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Annabel e Sarah - Jim Anotsu

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Título: Annabel e Sarah
Autor: Jim Anotsu
Editora: Draco
Páginas: 156
Comprar: Livraria Cultura | Livraria Saraiva | Livraria da Travessa
Mais: Histórico de leitura | Citações


Annabel & Sarah' conta a historia de duas irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Annabel, uma garota cheia de atitude e sarcasmo, não se entusiasma com a ideia de passar um fim de semana com a irmã Sarah, uma garota alegre e apaixonada por moda que mora com a mãe do outro lado da cidade. As coisas se transformam numa viagem à loucura quando mãos surgem de uma TV e sequestram Sarah. Agora, cabe a Annabel unir forças com um lobo detetive particular e encontrar a flor Amor-Perfeito, a única coisa capaz de salvar sua irmã de um lugar onde todos são obrigados a serem felizes.
Este post faz parte do Desafio Literário 2012
Tema de fevereiro: Nomes próprios
Acho justo começar esta resenha repetindo o que disse em meu histórico do Skoob: Annabel e Sarah me surpreendeu desde o início. Eu tinha um pé atrás com o livro - além da desconfiança que eu atualmente tenho com relação a livros nacionais muito badalados, a história tinha cara de Alice no país das maravilhas, que eu não gostei. Porém, logo nas primeiras páginas, encontrei uma personagem extremamente sarcástica. Annabel me conquistou, me fez entrar de cabeça nos novos mundos atrás da televisão e, quando percebi, já estava lendo as últimas páginas.

- Tenho a leve sensação de captar uma pequena coisa chamada “sarcasmo” no seu tom de voz, garota.

- Não… Você está enganado, o sarcasmo é coisa do passado, assim como os hippies, os beatniks, e os bons shows de rock’n’roll. A moda atualmente é o escárnio sutil. Se por um lado não é muito diferente do sarcasmo habitual, por outro tem uma sonoridade mais agradável.

A história é muito boa, embora um pouco confusa em algumas partes. Ao contrário de Alice, as gêmeas possuem um objetivo claro ali. Sarah quer fugir; Annabel quer encontrar a flor Amor-Perfeito para resgatar a irmã. A narrativa é intercalada - aumentando a curiosidade do leitor pelo que vai acontecer com cada uma - e a cada cinco capítulos temos as "outras histórias dentro da história", que nos permite conhecer um pouquinho mais sobre elas.

Três coisas que eu sempre acho legais em livros: Referências, uma boa mensagem e possibilidade de novas histórias. Annabel e Sarah tem as três coisas. As referências - diretas ou sutis - vão de  Alice  à Bíblia. Tenho certeza que deixei passar alguma coisa, pois até os mundos em que as meninas estão remetem a outras obras. E as mensagens estão em tudo, mas não são chatas e forçadas. Vai de cada um compreendê-las - e aceitá-las - ou não.

Buscou nos fundos de sua mente alguém que talvez já tivesse ficado tão entediado quanto ela estava agora. Lembrou-se de Lorde Byron, Hamlet e pessoas num show de rock progressivo.

A possibilidade de novas histórias foi o que eu achei mais interessante. Cada personagem ali poderia originar um livro inteiro. Cada um possui uma personalidade diferente, um passado; cada um está ali por um motivo. Não são apenas "jogados" no caminho das protagonistas. Curiosamente, o personagem que eu menos gostei foi Sarah, a santa perfeitinha da mamãe e o oposto da irmã.

O livro só não ganha 5 estrelas porque, como eu já disse, algumas partes são confusas e porque há alguns erros de português. Não são tantos e nem tão graves - felizmente - mas não posso deixar passar. Preciso dizer também que a edição é linda e muito bem feita, e faz com que valha a pena pagar para tê-lo na estante (o meu foi ganhado, mas ainda assim).

Recomendo para quem gosta de histórias diferentes e inteligentes.

O que o futuro lhes reservava ninguém poderia dizer, mas o importante é que durante aquelas duas horas elas viveram felizes para sempre.

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Causos #5 - Pode ficar tranquila

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


Pra ninguém dizer que eu só implico com os ônibus, o causo de hoje é sobre um motorista de táxi. Aconteceu comigo há uns 5 anos. Eu ia muito resolver problemas dos sistemas de um cliente nosso, sempre nos táxis da cooperativa conveniada. Só que o desse dia me deu medo. A avenida onde ficava o cliente estava congestionada um pouco antes de chegar ao meu destino. O motorista espertinho resolveu cortar por dentro do bairro. Só que esse lugar não é de muito fácil acesso. A rua onde ele entrou é de um bairro residencial com quase nenhum movimento. De repente, o homem diz que não sabe onde está. Começa a entrar numas ruas esquisitas, e eu já sem saber o que fazer. Como se já não fosse o bastante...

- Pode ficar tranqüila que eu não vou te sequestrar, não, viu gatinha?

AI. MEU. DEUS.

Sério, nem lembro como ele conseguiu achar o caminho certo. Se isso acontecesse hoje, eu, provavelmente, iria pegar o celular, entrar no Twitter e deixar uma meia dúzia de pessoas "de olho" em mim pro caso do cara ser algum maluco psicopata, hahaha.

PS: Eu queria postar a resenha do Desafio Literário desse mês, mas cheguei em casa mais tarde e acabou não dando tempo de escrever. Essa semana está boa pra aproveitar textos escritos há muito tempo. Amanhã posto algo mais elaborado.
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Analista de quê, mesmo?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eu sempre quero falar sobre informática no blog, mas acabo me esquecendo. Ontem resolvi dar uma olhada nos textos que tenho prontos e encontrei um de setembro de 2010 (!) sobre o que eu faço no meu trabalho.

Na maioria das vezes que alguém pergunta minha profissão e eu respondo “Analista de Sistemas”, recebo como resposta uma expressão de dúvida e uma pergunta do tipo “E o que faz um Analista de Sistemas?”. Sempre recebo várias visitas do Google relacionadas ao mercado de trabalho na computação. Provavelmente por causa do texto “O cientista da computação e o mercado de trabalho”, que eu escrevi numa aula de redação e publiquei aqui depois.

Mas então, o que faz um Analista de Sistemas?

Não, gente. Não tem NADA a ver com isso.

Vamos lá! No processo de desenvolvimento de um software (sistema/programa/aplicativo/site/whatever) há dois personagens fundamentais. O Cliente, que é quem precisa do software e o Programador, que é quem vai, efetivamente, construí-lo. O analista é quem fica “no meio dos dois”.

Tá, acho que não deu pra entender, melhor ilustrar. Sabe aquela passagem bíblica que diz que Deus afasta os nossos pecados de nós da mesma forma que o Leste está separado do Oeste? (Jesus show me just how faaaar the East is from the West... Tá, parei.) A distância entre o pensamento do Cliente e o do Programador é mais ou menos essa. Enorme, tende ao infinito. Posso falar isso porque fui programadora por vários anos e, obviamente, também sou “cliente” de vários produtos que utilizo.
  • O Cliente fala assim: Eu quero uma página que mostre todos os comentários do blog.
  • O Programador vai criar uma página com o texto de todos os comentários do blog, um abaixo do outro, sem formatação, sem data, sem nome do autor ou da postagem.
  • O Cliente vai achar que o Programador é burro, porque é óbvio que tem quem formatar, colocar data, nome do autor, título da postagem e tudo o mais.
  • O Programador formata, coloca data, nome do autor, título da postagem, nome do blog, do autor do blog, códigos internos, etc, etc, etc.
  • O Cliente vai ter certeza que o Programador é burro, porque é óbvio que não precisa colocar o nome do blog, do autor do blog, códigos internos, etc, etc, etc.

Claro que esse foi um exemplo exagerado, mas deu pra entender, não é? O Programador vai fazer aquilo que mandaram fazer, ele não tem que adivinhar nada que “tudo o mais” significa, na verdade, “algumas coisas a mais”. O Cliente vai falar o que ele acha que tem que falar, o que “é óbvio” vai ficar “subentendido”.

E agora, quem poderá nos ajudar?
Eu!
O Chapolin Colorado! Ops, quero dizer, o Analista de Sistemas. É pra isso - basicamente - que a gente está lá, pra extrair do Cliente o que ele exatamente quer e escrever de forma que o Programador compreenda. Claro que isso envolve várias atividades, que variam de empresa pra empresa. Mas, em resumo, é isso aí que a maioria faz. Além disso, por ser, em tese, quem mais entende de um sistema, o Analista provavelmente será responsável pela solução de problemas e inclusão de melhorias.

Espero ter contribuído pra tirar uma dúvida que eu sei que muita gente possui. Inclusive estudantes da área, pois já vi gente falando que “o Analista pega o código do programa e vai lendo e analisando”. Essa até é uma atividade possível, mas não é o objetivo do trabalho. Não mesmo, hahaha.

Agora uma pergunta: Vocês têm alguma curiosidade sobre computação, alguma coisa que queiram saber ou que gostariam que eu comentasse? Porque eu tenho muita vontade de escrever sobre isso, já comecei vários textos, mas sempre acho que não vai ser interessante. Então fiquem à vontade ;)
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Rádio Free - Perfil #7: Francesca Battistelli

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Depois das "férias" de janeiro, a Rádio Free está de volta com o primeiro perfil de 2012. Um que eu queria fazer há muito tempo, mas venho adiando nem sei por quê. Francesca Battistelli é, atualmente, a cantora que eu mais ouço - praticamente todos os dias, então ninguém melhor do que ela para aparecer aqui na reestreia da coluna.



 Quem é?
Francesca nasceu em Nova York, em maio de 1985. Conviveu com a música desde pequena, pois seus pais trabalhavam com teatro musical, e aos 15 anos começou a cantar com uma banda da Flórida, Bella. Iniciou sua carreira solo em 2004, com o álbum independente Just a Breath.

Grávida de uma menina, que deve nascer no final de junho, Francesca é casada com o percussionista da banda Newsong, Matthew Goodwin, e tem um filho de um ano e quatro meses, Matthew Ellijah.
 Por que?
Não sei dizer o que exatamente me atrai nas músicas dela. Talvez seja a identificação, assim como em um livro ou filme. E talvez seja este o motivo para ela aparecer com tanta frequência na trilha sonora dos livros que eu gosto. Eu ouço e me vejo retratada ali. Mulher jovem (cof, cof), moderna e urbana, que vive correndo, faz um milhão de coisas ao mesmo e, embora às vezes tenha vontade de jogar tudo pro alto, ainda consegue se ser feliz, se divertir e sonhar? Bem-vinda ao grupo. ;-)

 Álbuns



 Te conheço
Na versão "Deluxe edition" do álbum My paper heart, Francesca apresenta 4 músicas com novos arranjos, uma inédita e uma regravação de Lead me to the cross, de Brooke Fraser. A música já foi gravada por Hillsong United, Newsboys, Seventh day slumber e  Chris and Conrad.

 Top 10 de Francesca Battistelli na Rádio Free
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