Título original: The Aedyn Chronicles - Chosen Ones
Autor: Alister McGrath
Editora: Hagnos
Páginas: 179
Comprar: Livraria Cultura | Livraria Saraiva
Mais: Histórico de leitura |
A terra de Aedyn é um paraíso que está além de toda a imaginação. No entanto, quando tudo desaba, estranhos de outro mundo são chamados para lutar pela verdade. Pedro e Julia nunca suspeitaram que a viagem para a casa de seus avós teria algo fora do comum... Isso, porém, foi antes de Julia tropeçar em um jardim misterioso que brilhava em noites sem lua. Não foi, também, por acidente que ela caiu no lago e puxou seu irmão consigo. No entanto, eles agora estavam perdidos em outra dimensão, em um mundo estranho e sem saber em quem confiar. Será que poderiam acreditar nos lordes encapuzados? No monge idoso que só aparecia quando não era esperado? Ou nos escravos silenciosos com seus tenebrosos segredos? Em um mundo habitado por animais diferentes, com ruídos e barulhos esquisitos, duas crianças chamadas de um mundo paralelo terão de descobrir quem realmente são, travar uma intensa luta interior e, depois, liderar uma grande revolta.
Este livro foi cortesia da Editora Hagnos.
Este post faz parte do Desafio Literário 2011.
Tenho que ser sincera: Essa resenha quase não saiu. Ok, eu vivo dizendo isso, mas a questão aqui é a ironia: A resenha quase não saiu porque eu me distraí assistindo Príncipe Caspian na Globo.
Não tem como falar de Aedyn sem falar de Nárnia. Juro que eu tentei não comparar, mas cada capítulo me trazia uma lembrança. E, ao mesmo tempo em que isso pode ser bom - afinal, eu amo Nárnia - pode ser muito ruim. Mas antes de entrar em detalhes preciso esclarecer três coisas, só pro caso de alguém não saber: 1) Eu não gosto de livros de fantasia. Quero dizer, posso até gostar de um ou outro, mas é muito raro eu ler algum. 2) Eu amo ficção cristã. 3) 2, normalmente, supera 1. Por isso não hesitei quando a editora entrou em contato comigo. Dito isto, posso dizer o que achei sobre Os Escolhidos.
A história tem potencial. Julia e Pedro, os protagonistas, possuem personalidades opostas e complementares e, por isso, são muito interessantes. O passado de Aedyn é convicente e abre um vasto leque de possibilidades para a história. O autor escreve bem.
Mas... Alguma coisa não funcionou. A impressão que eu tive foi a de que o autor queria de qualquer maneira colocar alguns elementos no livro, mas eles acabaram ficando forçados. E aí entra, novamente, o clássico de C. S. Lewis, porque foram exatamente esses elementos, junto com as analogias bíblicas, que, na minha opinião, não se encaixaram. Não é raro ver escritores dizendo que seus personagens têm vida própria; nem sempre a história segue o rumo que eles querem, e quem já tentou escrever alguma ficção, provavelmente sabe disso. Não adianta forçar.
Os escolhidos seria muito mais interessante se tivesse seguido seu próprio rumo. Mesmo que a história ficasse "menos cristã" ou, a princípio, fizesse menos sucesso.
Certamente, nem todos vão concordar comigo. Percebi que o livro pode ser avaliado sob três perspectivas diferentes: da fantasia, da literatura infanto-juvenil e da ficção cristã. Não tenho nenhum propriedade pra falar sobre a primeira e muito pouco sobre a segunda, então minha avaliação é pensando exclusivamente no aspecto cristão da história. Quem não tem o costume de ler livros nesse estilo, provavelmente não verá o mesmo problema. Gostaria muito de ler a opinião de alguém que tenha "experiência" em livros de fantasia...
Quero ler o restante da trilogia, porque tenho esperanças de que o autor acerte e consiga dar um rumo interessante à série. A história é completa, então pode ser que o segundo livro seja completamente diferente, e eu ame. Três estrelas não é um livro ruim, vocês sabem. É um "gostei, mas poderia ter gostado mais". Então acho que ainda vale a pena, até porque o preço é baixo e a leitura rápida.
As Crônicas de Aedyn
A história tem potencial. Julia e Pedro, os protagonistas, possuem personalidades opostas e complementares e, por isso, são muito interessantes. O passado de Aedyn é convicente e abre um vasto leque de possibilidades para a história. O autor escreve bem.
Mas... Alguma coisa não funcionou. A impressão que eu tive foi a de que o autor queria de qualquer maneira colocar alguns elementos no livro, mas eles acabaram ficando forçados. E aí entra, novamente, o clássico de C. S. Lewis, porque foram exatamente esses elementos, junto com as analogias bíblicas, que, na minha opinião, não se encaixaram. Não é raro ver escritores dizendo que seus personagens têm vida própria; nem sempre a história segue o rumo que eles querem, e quem já tentou escrever alguma ficção, provavelmente sabe disso. Não adianta forçar.
Os escolhidos seria muito mais interessante se tivesse seguido seu próprio rumo. Mesmo que a história ficasse "menos cristã" ou, a princípio, fizesse menos sucesso.
Certamente, nem todos vão concordar comigo. Percebi que o livro pode ser avaliado sob três perspectivas diferentes: da fantasia, da literatura infanto-juvenil e da ficção cristã. Não tenho nenhum propriedade pra falar sobre a primeira e muito pouco sobre a segunda, então minha avaliação é pensando exclusivamente no aspecto cristão da história. Quem não tem o costume de ler livros nesse estilo, provavelmente não verá o mesmo problema. Gostaria muito de ler a opinião de alguém que tenha "experiência" em livros de fantasia...
Quero ler o restante da trilogia, porque tenho esperanças de que o autor acerte e consiga dar um rumo interessante à série. A história é completa, então pode ser que o segundo livro seja completamente diferente, e eu ame. Três estrelas não é um livro ruim, vocês sabem. É um "gostei, mas poderia ter gostado mais". Então acho que ainda vale a pena
As Crônicas de Aedyn
![]() |
| Clique para ampliar, porque eu achei essa imagens lindas. |
















8 comentários:
Como eu já disse em algum outro lugar (que não me lembro), esse subtítulo "Os Escolhidos" já me faz olhar de cara para esse livro. Acho que eu não acharia graça numa Nárnia sem Aslam, Lúcia, Ripchip, Brejeiro...
As pessoas (8, até agora) não estão gostando muito dele no Skoob. Talvez alguns nem saibam que é uma ficção cristã, e quando vêem uma alegoria forçada não gostam. Muita gente que leu Nárnia nem repara nas analogias bíblicas, que nem eu, quando vi o filme pela primeira vez.
PS: Não sabia que era uma série! #FujamParaAsMontanhas
Eu acho que quem não sabe que é ficção cristã vai gostar mais porque não vai perceber que é forçado. Por exemplo...
SPOILER
Tem uma parte que a menina fica sozinha na floresta (haha, mas são só umas 3 páginas) e aparecem 3 "pessoas" tentando enganá-la. Depois vem uma águia pra guiá-la à saída. De cara eu percebi que isso era uma analogia ao jejum de Cristo no deserto. Só que depois ninguém fala sobre essas três "tentações" dela, ficou jogado lá. Depois, ela e o irmão dão um grito que derruba um prédio de prisioneiros (ainda não decidi se tem a ver com Josué ou com Paulo e Silas. Talvez com ambos). Esse grito super poderoso já tinha aparecido antes, e eles aceitam como uma coisa normal. Mas o mais forçado mesmo foi a figura de um "sábio" que aparece quando você menos espera. Coitado, ia morrer só de ouvir o rugido de Aslam.
FIM DO SPOILER
Como eu sou brasileira e não desisto (quase) nunca, ainda acho que o segundo livro pode ser melhor.
Ei doidinha!
Você está mais informada da programação da tv que eu. o.O
Nem sabia que tinha passado Príncipe Caspian ontem.
Então, vamos os livro.
Eu não o conhecia (e olha que gosto de sobrenatural, hein?!)
Posso opinar sobre o sobrenatural, já que no aspecto bíblico não sou aqueeeelas coisas.
Vou esperar você ler o resto da série para me contar se vale a pena.
Bjins
Haha eu só fiquei sabendo pq o Twitter inteiro começou a comentar. Aí fiquei até tarde assistindo/escrevendo e depois perdi o sono.
O livro foi lançado há pouco tempo, acho que não tem nem um mês, e a editora não tem taaanta divulgação, por isso pouca gente deve conhecer. Acho que quem entende da parte de fantasia ou vai amar ou vai odiar. Não sei por que, mas tive essa impressão, rs.
Bjs
Ei Cintia,
Não sei se eu leria, adoro fantasia e fiquei tentada.Eu provavelmente nem perceberia as analogias, foi asssim com As crônicas de Nárnia rsrs.
bjos
Você não está vendo muita analogia onde não tem não? (Quantos "nãos" numa frase só). Não consegui ver o jejum aí no meio. E isso só me fez ter uma ligeira vontade de ler esse livro. Como eu vou ganhar a promoção de niver do blog que vai dar esse livro, irei lê-lo.
É possível... Se você não ganhar, te empresto. Mas essa do jejum eu tenho certeza, é muito óbvia. A menina é A escolhida pra libertar o povo e tem que passar por uma provação. Não é óbvio? =P
É... não. Não me chamou a atenção.
Postar um comentário