Confissões de um turista profissional - Kiko Nogueira

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Título: Confissões de um turista profissional
Autor: Kiko Nogueira
Editora: Novo Conceito
Páginas: 94
Mais: Histórico de leitura



Quem gosta de viajar, e viaja mesmo (isto é, não faz turismo pra inglês ver), sente uma vontade danada de falar a verdade sobre os lugares que visitou.

Coisas como: vale a pena todo aquele trabalho no Louvre para não ver a Monalisa? Existe algum lugar mais insalubre do que uma barraca de praia no Nordeste? Ou ainda: por que o Brasil precisa de mais uma obra de Oscar Niemeyer, o veterano arquiteto que deixa um rastro de concreto aonde quer que vá?

Mas falar essas coisas é, no mínimo, tornar-se um chato. Pois Jota Pinto Fernandes, alter ego de Kiko Nogueira, é o chato que vive em cada viajante. Corajoso e desbocado o suficiente para dizer o que as agências e seu amigo que acabou de chegar de Nova York nunca falarão.
Este post faz parte do Desafio Literário 2011
Tema de Dezembro: Lançamentos 2011

Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito.
Tenho uma confissão a fazer: Neste exato momento, estou bastante arrependida por não ter pedido férias em dezembro para viajar. Embora eu tenha tido um bom motivo para escolher tirá-las mais tarde, queria que minha preocupação neste momento fosse o atraso dos vôos, não dos ônibus que eu pego para o trabalho. O livro de Kiko Nogueira e seu alter-ego J. Pinto Fernandes (que, só pra constar, em momento algum entrou na história, há-há-há #trocadilhotosco) contribuiu para me deixar ainda com mais vontade de explorar o mundo.

Confissões de um Turista Profissional é a compilação de algumas crônicas publicadas pelo autor numa revista. Adoro ler crônicas em jornais/revistas. Entre os escritores que mais estimularam o meu amor pela leitura, está Danuza Leão, com sua coluna na Folha de São Paulo (por favor, não me perguntem porque meu pai assinava jornal de outro estado). Esse formato acabou sendo a grande qualidade e o grande problema do livro.

A qualidade é que são textos divertidos, irônicos, rápidos e espontâneos. Daqueles que a gente pode começar a ler quando entra no elevador e terminar antes de chegar ao quarto andar.

Já o problema vem do fato de eu ter lido em sequência textos que, originalmente, deveriam ser lidos com intervalos maiores. A definição de crônica na Wikipedia, por exemplo, diz que são textos de vida curta. Leio uma hoje, amanhã já a esqueci. É pra chamar a minha atenção naquele momento. Na prática, não é bem assim, há aquelas que considero inesquecíveis. Mas, na maioria das vezes, não é um tipo de texto para ser imortalizado. Lendo várias crônicas em seguida, pude perceber que, em alguns momentos, o autor se repete e, em outros, se contradiz. Se eu tivesse dado o tempo de uma semana entre cada texto, provavelmente não teria notado e aproveitaria muito mais a leitura. Por isso perdeu uma estrelinha.

A outra estrelinha foi tirada pelo número de páginas. Só isso? Não dá nem pra uma viagem de ônibus ¬¬'

Apesar desses pontos fracos, eu gostei bastante do livro e recomendo. Destaque para o prefácio divertido de Tati Bernardi, contando como conheceu Kiko e J. Pinto. Fiquei até com vontade de ler algum livro dela.
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PS: Só pro caso de eu ter algum leitor de Plutão que não entendeu, J. Pinto Fernandes é o cara que se casou com a Lili. Ainda não entendeu? Clique aqui(Adoro referências aleatórias ao meu poeta favorito.)
PPS: Esse livro foi cortesia da Editora Novo Conceito e faz parte do Desafio Literário 2011. Eu ia colocar as imagens (e os links para compra), mas meu note desmaiou e era muito tarde pra eu tentar acordá-lo. Não vou fazer isso agora, no trabalho, então ajeito tudo à noite.
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4 comentários:

Felipe Fagundes disse...

Aaaaahhhh ESSE J. Pinto Fernandes! Claro que eu já li "Quadrilha"! Mas nunca que eu iria me lembrar do J. Pinto Fernandes no final. E eu não moro em Plutão! Sou do Rio! rs

Eu também gosto de crônicas (alguém não gosta?) e as da Tati Bernardi são ótimas (Apesar de eu achar que os textos no site dela são bem bagunçados). Enfim.
Sobre o livro:

Curtinho mesmo, né?

Cíntia Mara de Castro Ribeiro disse...

Não consigo não pensar imediatamente em Quadrilha quando ouço/leio esse nome. Claro que era ele! J. Pinto Fernandes entrará para a História como o cara que não havia entrado na história. Ops, #trocadilhotosco de novo.

Eu já vi gente dizer que não gosta de crônicas. Não deve ser alguém muito normal.

NinaTavares disse...

Oi Cintia!
Estou com esse livro aqui e super ansiosa para lê-lo, mas acho que vou seguir seu dica, ler uma crônica por dia. Quem sabe assim não aproveito mais um livro tão fininho?

B-jusssss! ♥

Érica S. disse...

Eu tô doida por esse livro! Acho que qualquer pessoa como eu, que tem a vontade de curiosidade de conhecer muitos lugares, deveria lê-lo, como me foi informado por algumas pessoas que já o fizeram.
Eu quero! *-*

Beijooos!

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