Causos #2 - A Pestinha
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Hoje é dia dos professores, né? Esta semana, assim como a de 1º de maio, me deixa com saudades da faculdade, porque tinha evento, e eu nunca ia. Há algum tempo eu fiz um rascunho de post com uns causos de quando eu era criança. Sempre fui uma pessoa super coerente e nada contraditória (nem irônica), sabe? Por isso odeio incoerências. Eu era “a mais inteligente da sala”, “a certinha”, “a tímida” e, ao mesmo tempo, “a que não para de falar o tempo todo”, “a que responde os professores”, “a difícil”. Minha pior fase foi entre a sexta e a sétima série, quando aconteceram os dois diálogos que vou reproduzir aqui. Sério que se alguma criança me tirasse desse jeito, eu mandaria pra diretoria na mesma hora, haha.
Atenção: Conteúdo proibido para menores de 18 anos, sob o risco de imitação (como se os problemas que os professores enfrentam em sala hoje não fossem bem piores que uma garota que engoliu um papagaio não para de falar).
Aluna faladeira, sentada na primeira carteira, de frente pra professora: Blablablablabla blablablabla blablablabla blablablabla...
Professora de Geografia: Cíntia! Para de conversar que eu conheço a sua mãe, viu!
Aluna: Você conhece a minha mãe?
Professora: Sim!
Aluna: Legal, eu também! Blablablablaablablabla...
Pausa antes do segundo diálogo. Preciso contar que minha professora de Ensino Religioso era pessoa mais mentirosa que eu já vi. Não que eu não acredite em milagres, mas certas coisas que ela dizia, se tivessem acontecido de verdade, no mínimo seriam manchete no JN por uma semana. Sem contar que ela também mentia sobre coisas “verificáveis”. Pronto, continuemos.
Aluna faladeira, sentada na primeira carteira de frente pra professora: Blablablablabla blablablabla blablablabla...
Alunos: Blablablablabal blablablabla...
Professora de Ensino Religioso: Para de conversar! Quem conversa na sala de aula vai pro inferno.
Aluna: Sério, fêssora? E quem fala mentira, vai pro inferno também?
Professora: Sim.
Aluna: Então te encontro lá.
Não vou detalhar o dia que nós fizemos a professora chata de Inglês sair da sala chorando porque ela queria repor aula na hora da Educação Física e nem o dia que eu enganei a professora boazinha de Português pra ver o meu “primeiro amor pra vida toda” jogar futebol. Muito menos o dia que eu e minha amiga ficamos “xingando” nosso colega com nomes da aula de Ciências; ele nos chamou de “Trompas de Falópio”, e nós começamos a rir tanto que fomos convidados (educadamente, sem ironia) a ficar do lado de fora da sala até a crise passar (só não sei bem qual era a graça disso). É vergonha demais pra uma pessoa só.
Parabéns pra vocês, professores, que aguentam pestinhas bem piores do que eu e ainda amam o que fazem. Sério, eu não aguentaria - por isso trabalho com máquinas.




















12 comentários:
Sem brincadeira, eu fiz a MESMA cara do professor Girafales! kkkkkkkk
COMO ASSIM a professora de Ensino Religioso era mentirosa??? Não pode!
Você devia deixar os professores com um ódio mortal por falar a beça e ainda tirar notas boas!
Eu sempre fui bonzinho com os meus professores, o aluno exemplar. Só agora depois de velho é que estou irritando um pouco os professores da faculdade (Vê se pode?)
Adorei o post (Fã de atoísmo rs)
Ah, esse seu post me lembrou das histórias que a Juliana conta lá no Fina Flor. Professor sofre mesmo! :S
Alguns me amavam, outros me odiavam. Tinha uma que me elogiava na sala e depois falava mal de mim com os outros professores - ela só não sabia que entre os "outros" estava a madrinha de casamento da minha mãe.
O negócio é que a escola que eu estudei era muito fraca (de quinta à oitava, porque até a quarta ela era boa, e eu era a mais quietinha da turma). Então eu meio que aprendia sozinha e ficava entediada na hora da aula. Nunca entendi como alguém pode precisar de explicação e semanas de exercícios pra aprender a utilizar a fórmula de Báskara. Então eu ficava conversando enquanto os outros estudavam. No CEFET e faculdade isso mudou, porque podia sair da sala a qualquer hora.
E a professora de Ensino Religioso daria um post só pra ela.
Tô vendo que sou a segunda que também (às vezes) lê posts depois da meia-noite hehehehe
Como essa é minha profissão de formação e a família tá cheia é algo muito familiar para minha pessoa.
Como aluna eu era faladeira tb, mas não respondia pros professores por medo O.o
Lembro que minha turma do primeiro ano fez a pobre da professora de Literatura sair da sala chorando. Depois na faculdade alguns alunos (malas) arrumaram confusão com o professor de inglês III e a turma toda pagou o pato (o primeiro zero a gente nunca esquece hehehe)
Mas uma coisa legal é que tenho contato com minha professora da quarta série até hoje. Ela virou amiga!!!
Sinto saudade da sala de aula, mas ainda me lembro dos ossos do ofício...
Eu sempre fui "respondona". E como eu era bem "popular" com a maioria dos professores, minha mãe conhece o bairro inteiro e tal, não tinha medo de nada, rs. Mas isso só no ensino fundamental, quando fui pro CEFET eu virei gente. Continuava faladeira, mas respeitava os professores - até porque eu não era obrigada a assistir às aulas. Podia responder presença e sair, então só ficava na sala se quisesse.
Não sabia que você já trabalhou dando aula.
AHuahau essa com certeza foi bem divertida! Bueno nunca me liguei nos meus profs de religião, eu nunca prestava atenção mesmo, e discutir não dava, sempre ia divergir nas opiniões!
Adorei a homenagem ao dia dos profs!
kkkk. Você foi terrível. Respondeu a professora na cara dura.
Doidinha, doidinha...
Tu era terrível!!!
Adorei os causos. Ri até aqui (e o Léo tb).
Vc me surpreendendo...
Bjins
LucianaMara Pronto, agora até noivos das minhas amigas sabem que eu era uma peste, kkkkk.
@deisemat E eu só contei dois casos... Fazia isso direto, kkkkk
(DESCONSIDERE A FALTA DE ACENTO, COMPUTADOR DA BIBLIOTECA)
kkkkkkk
Tu nao sabia que eu era professora??? O.o Desde os 16 anos hahahahaha uma vez Isaura sempre Isaura. Antes de vir pra ca eu tava trabalhando no CCAA e numa escolinha de infantil...
Sabia não, acho que não, rs. Quer dizer, sabia só que você se formou em Letras.
Postar um comentário