A Resposta - Kathryn Stockett

quinta-feira, 31 de maio de 2012


Título: A resposta
Edição: Bertrand Brasil, 2011. 574 páginas
Autora: Kathryn Stockett
Comprar: Cultura | Saraiva | Travessa | FNAC | Outros
Mais: Histórico de leitura | Citações (em construção)

Título original: The help
Edição: Putnam Adult, 2009. 451 páginas.
Comprar: Cultura | Travessa | FNAC | Outros


Uma história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA. 

Eugenia Skeeter Phelan acabou de se graduar na faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Porém, o único emprego que consegue é como colunista de dicas domésticas do jornal local. É assim que ela se aproxima de Aibellen, a empregada de uma de suas amigas. Em contanto com ela, Skeeter começa a se lembrar da negra que a criou e, aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, tem uma ideia perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas. 

Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibileen, empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas, mas chora a perda do próprio filho, e Minny, cozinheira de mão cheia que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida. Um livro que, devido ao seu tema, chegou a ser recusado por quase sessenta editoras antes de ser publicado. 

Quando eu era criança, minha tia, irmã do meu pai, costumava me chamar de “preta”. Como toda família belorizontina de condições financeiras razoáveis no final dos anos 80, nós vivíamos no clube, e eu fazia jus ao apelido. Aí veio a crise, nasceram minhas irmãs, e a piscina passou pro lado de fora da minha realidade, assim como toda a melanina que durante uns bons 5 anos eu acumulara em minha pele. Porém, só fui me dar conta disso aos 16, quando eu disse que era morena e minhas colegas riram. “Não, Cíntia. Você é branca.”

Enquanto lia A Resposta, várias cenas da minha infância e adolescência vieram à mente. Do clube, das primeiras amiguinhas, das professoras e, principalmente, de brigar brincar com os meus primos, negros e brancos, como se a cor da pele não fizesse nenhuma diferença. Porque – oh! – realmente não fazia. Não faz. Não pra mim – e, acredito, para a maioria de vocês. Não conscientemente, pelo menos.

O livro mexeu comigo por mostrar um mundo, não tão distante do nosso, em que as pessoas eram divididas (literalmente) pela cor da pele e por me fazer perceber que, ainda hoje, somos segregados com base em critérios igualmente descabidos. Escrevendo em primeira pessoa, sob o ponto de vista das três protagonistas, Kathryn conseguiu passar muito sentimento e veracidade em cada detalhe da obra. Fiquei chocada ao ver como o racismo estava enraizado nas pessoas. Podiam até não concordar com o tratamento que era dado aos negros, mas poucos questionavam o essencial: o absurdo que é, por exemplo, impedir que uma pessoa se sente ao lado de outra no ônibus só porque suas peles possuem cores diferentes.

É uma história forte e dolorida. O problema de livros históricos é que, muitas vezes, nós já sabemos que não adianta torcer, as coisas não vão se resolver magicamente no final e ficar tudo lindo. A cada página, eu pensava em quantos negros não foram torturados e mortos pela Ku Klux Kan ou outros grupos racistas igualmente cruéis ao redor do mundo. E torcia para que, pelo menos, tudo terminasse bem para aquelas três mulheres a quem eu me apeguei. Mulheres que são fortes, não por serem melhores do que alguém, mas apenas porque enfrentam seus medos, mesmo quando as probabilidades não estão a seu favor.

Bons personagens podem fazer toda a diferença em um livro. Embora A Resposta tenha uma história que, por si só, já é interessante, seria apenas um livro mediano se suas protagonistas não fossem tão profundas e bem desenvolvidas. No início, embora cada uma faça sua "apresentação", pouco sabemos sobre elas. No decorrer das páginas, porém, vamos conhecendo-as melhor. É como se elas também tivessem que nos conhecer antes de contar tudo; um ciclo onde, à medida em que o leitor se apegas às personagens, elas se abrem mais e vice-versa. Aibileen é a amorosa mãe negra de 17 crianças brancas, que sofre tanto pela perda do próprio filho, quanto por saber que aquelas crianças brancas poderão vir a desprezá-la quando aprenderem que "os negros são diferentes". Minny, apesar de ter uma vida difícil, consegue ser divertida com seu jeito desconfiado e, ao mesmo tempo, impulsivo. Já Skeeter é inteligente e ousada, mas também sonhadora e idealista. Paralelamente às dificuldades que enfrenta por estar "do lado dos negros", ela possui seus próprios dramas e complexos, que também me tocaram bastante.

No final, a autora conta que também foi criada por uma negra no Mississipi e podemos ver de onde ela se inspirou para escrever algumas cenas do livro. Creio que este tenha sido um dos motivos para o livro ficar tão bom.

Depois desse texto enorme, acho que não restam dúvidas de que recomendo, não é?

Filme

O livro virou filme, com a ótima Emma Stone (Easy A) no papel de Skeeter, e chegou ao Brasil com o título de Histórias Cruzadas. Não assisti porque parece que ainda não está em DVD, e eu tenho preguiça de ficar procurando pra download. Pelas críticas que li, é um bom filme (até concorreu ao Oscar este ano), mas não tem toda a profundidade o livro.

Edição

Não tenho muitos livros da Bertrand, mas eu sempre a vi com bons olhos as edições do grupo Record. Até agora. A Resposta já está na quarta edição, e encontrei alguns erros bem feios. Não é no livro todo e nem são tantos assim, mas parecia que algumas partes não foram revisadas, porque de repente apareciam três erros em poucas páginas. Também preciso dizer que, embora o amarelo com roxo tenha dado um contraste bonito, prefiro a capa da primeira edição brasileira, pois a do filme não diz muito sobre o enredo.

Abaixo, algumas capas pelo mundo (veja mais aqui). Não vou traduzir os títulos, porque já passa da meia-noite e tem gente que precisa dormir.

A Resposta - Kathryn Stockett - Capas
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Rádio Free - Bem pensado #9 - Se você é jovem ainda

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Existem jovens de oitenta e tantos anos
E também velhos de apenas vinte e seis
Porque velhice não significa nada
E a juventude volta sempre outra vez


Esse post "deveria" ter saído há alguns dias, quando eu me tornei uma "velha de apenas vinte e seis". Uma espécie de autotrollagem, porque sou especialista nisso e a vida não tem graça se eu não puder zoar a mim mesma. Mas, bom, não adianta eu querer me enganar, quanto mais o tempo passa, mais aumenta minha fobia de aniversários e datas comemorativas em geral. Embora essa música estivesse sempre voltando à minha mente, a ideia ficou esquecida.


Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude que nunca morrerá

Eu não sou uma velha rabugenta o tempo inteiro - vocês, que conhecem meus atoísmos, estão de prova. Eu assisto Chaves, ouço Trem da Alegria, assisti aos primeiros capítulos da nova Carrossel (cantando a música de abertura e adorando a nojentinha da Maria Joaquina), incluo Kinder Ovo nas minhas compras e coleciono adesivos. Mas uso Renew e não consigo pensar na idade que vem depois do 29. Tenho meus [muitos] momentos de querer parar o tempo pra não envelhecer nem mais um dia.

Mas, enfim, não é disso que eu quero falar. O que me incomodou e me fez ressuscitar esse Bem pensado foi que por várias vezes durante o fim de semana eu me peguei pensando na passagem bíblica em que Jesus fala que precisamos ser como crianças.

E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. (Mateus 18:4)

Eu poderia gastar horas falando sobre cada um dos momentos em que pensei nisso, mas há um que resume tudo.

Dentre todas as crianças da igreja, há (além das minhas meninas) dois com quem eu tenho mais contato, Daniel e Guilherme. Eles são irmãos, com 8 e 7 anos, se não me engano. Ambos são muito espertos e falantes; Guilherme tem "ossos de vidro", e os únicos momentos em que eu vejo o Daniel quieto é quando está orando pelo irmão. Eles vão à igreja com os avós e as tias e, como uma delas faz parte do louvor, eu sempre estou junto com eles e meio que fui "adotada" pela família, sou quase tia deles também, só um pouco mais nova que as de verdade.

Então... Ontem eu não fiz louvor, fiquei sentada numa fileira atrás dos dois. Durante a oração inicial, eu fechei os olhos e, quando abri, Daniel estava chorando e tentando me falar alguma coisa, que eu não entendia porque ele estava com a mão cobrindo a boca e o nariz. Com muito custo, entendi que o Guilherme tinha enfiado um palito de pirulito no nariz dele, e ele estava com medo de sangrar. Daniel chorava, e Guilherme só dizia "mas eu já pedi desculpas". Daniel, no meio do choro, virou pra ele e disse "tá desculpado". Alguns minutos depois, estavam orando juntos novamente.

E você é tão jovem quanto sente
Pode apostar: É jovem pra valer
E velho é quem perde a pureza
E também é quem deixa de aprender

Não pude deixar de pensar que a minha vida seria bem mais fácil se eu agisse mais vezes como os dois agiram.


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Finally & Forever - Robin Jones Gunn

sexta-feira, 25 de maio de 2012



Título: Finally & Forever (Katie Weldon Series #4)
(Zondervan, 2012. 254 páginas)
Autora: Robin Jones Gunn

Comprar: Cultura | Amazon | BD | BWB | Site da autora
Mais: Histórico completamente surtado de leitura | Citações

What was she thinking? Katie Weldon wonders if she was crazy to spontaneously fly off to Africa on a mission trip. Suddenly she is dealing with a new culture, a world she's never experienced - and Eli, a friend who is quickly becoming much more. It's all overwhelming... and exciting. As her life turns topsy-turvy, however, she begins to think this might be exactly what she needs. Here, God might give her a glimpse into His will for her life. But just as Kenya and its people find a place in her heart, and her relationship with Eli begins to get serious, Katie is faced with unanswered questions from her past and unresolved issues with Eli. Is she really headed down the same path into the future he is? It doesn't look like it. Why can't she finally and forever settle into a set direction? Living in this new and captivating place, one thing she knows for sure: anything might be possible.
Pelo menos, não que eu tenha encontrado. Se alguém encontrar, por favor, me avise.
Esta é, provavelmente, a resenha mais difícil que eu já fiz na vida. Os livros da Robin são sempre difíceis, mas a série Katie é pior. Eu tenho uma identificação muito profunda com um dos personagens e não consigo encarar os demais de forma imparcial. Também não consigo explicar, então duvido que alguém entenda exatamente o que eu quero dizer. Vai muito, muito além da piriguetagem literária; é como se uma parte da minha alma estivesse ali, sendo julgada por quem não me conhece o suficiente pra saber o que se passa dentro de mim (e, por mais que eu pareça ser “um livro aberto”, pouquíssimas pessoas conseguem me ler e interpretar corretamente). É isso – essa habilidade que minha autora favorita tem de me tocar em pontos que eu não gosto de expor – que torna seus livros tão especiais para mim e que faz com que eu dê pulinhos de alegria e, ao mesmo tempo, tenha vontade de jogar o livro pela janela do ônibus.
O Ministério da Saúde adverte: Ler pode levar ao aumento de peso.
Quem me conhece deve saber o quanto eu me decepcionei com Coming Attractions. Esperava um “cinco estrelas mais coraçãozinho de favorito”, mas encontrei apenas um “três estrelinhas”. Foi difícil engolir aquele final – até hoje, embora eu tenha aceitado o que aconteceu, continuo não disposta a aceitar o como e, muito menos, a reação de algumas pessoas diante de tudo. Quando soube que haveria outro livro da série, fiquei bastante apreensiva e pensei, inclusive, em não lê-lo. Aí decidi arriscar e fui preparada para tudo. Que bom que eu li. A série precisava de um final mais bem explicado.

Continuo não concordando com várias atitudes da Katie e não gostando de certa pessoa, mas dessa vez suas decisões foram mais bem justificadas e me convenceram. Ela cresceu muito desde o início da série e sofreu um bocado pra isso. Continua sanguínea e intensa em tudo o que faz, mas mais madura e sensata. Longe de sua zona de conforto, ela descobre mais sobre si, sobre Deus, sobre seus pais, seus amigos, seus ex-amores e suas novas paixões. Até minhas reações ao longo das 254 páginas demonstram a mudança em suas atitudes e pensamentos. No início, Katie me irritou muito, especialmente por suas comparações desnecessárias, pois todo mundo sabe que é muito deselegante ficar comparando o atual possível namorado com o ex. Felizmente, ela parou antes que eu tivesse a coragem de arremessá-la no meio do Anel Rodoviário em horário de pico.

This is a giant leap of faith
Trusting and trying to embrace
The fear of the unknown
Beyond my comfort zone

Gostei muito de ver a adaptação dela em uma nova vida, as curiosidades, as diferenças culturais com pessoas de várias partes do mundo. Gostei de reencontrar um@ personagem antig@ e de conhecer alguns novos, especialmente Cheryl, a referência feminina que Katie sempre quis ter. Também gostei [muito] da ironia de algumas situações. Sei que nem todos vão reparar no que eu reparei – já disse, meu olhar é direcionado e não me esforcei muito para torná-lo imparcial – mas foi como se a autora piscasse pra mim, dizendo que eu não preciso ficar chateada, porque ela me entende e entende o meu desejo de "vingança" por algumas coisas que aconteceram no livro anterior.

Robin conseguiu dar um final decente aos personagens mais importantes da série, mas deixando a possibilidade de voltar a escrever sobre eles no futuro. E eu acho que ela voltará, pois ainda tem muita coisa pra acontecer com eles. Posso imaginá-la velhinha, com cento e tantos anos (porque autores favoritos não podem morrer nunca), observando as luzes de Lanai e Molocai de sua varanda em Mauí e pensando em como estão seus forever friends desde o último livro. Ou talvez seja apenas meu desejo de fã. Não importa. O importante é que, com Finally & Forever, ela fechou mais um ciclo.

Meu próximo PARE-TUDO-E-VÁ-LER-AGORA-MESMO é Cottage by the Sea, onde eu poderei me encontrar novamente com Sierra, uma das minhas personagens favoritas e com quem eu me identifico muito. Mal posso esperar! Não é bom passar muito tempo longe de amigos como esses.

Katie Weldon Series


A série é composta por quatro livros, sendo que Finally & Forever é [teoricamente] o último.


Há três outras séries antes dessa – Christy Miller, Sierra Jensen e The College Years - publicadas no Brasil pela Editora Betânia. Contactada a respeito da série Katie, a editora respondeu, no dia 23/05 que não irá publicá-la.

Não é “obrigatório” ler todas as outras séries para compreender esta, mas todas são muito boas. Para mais informações, aqui no Free to be me tem um post com todos os livros da autora.

Eu PRECISO dizer que não gostei dessa capa e nem das novas capas dos livros anteriores. Entendo que tenha sido necessário trocar a modelo, mas essa menina é muito delicada pra ser a Katie. A outra era mais “vibrante”. Sem contar que a contracapa ficou tão pobrinha! Fiquei até triste quando vi a sinopse escrita em Arial (não há nada que combine menos com a Katie do que Arial) e sem aquelas fotos legais dos dois primeiros volumes. Sei que vou acabar comprando as novas pra combinar, mas a capa original de Peculiar Treasures continuará sendo uma das favoritas da minha estante (assim como o livro e seu final amazing).
Muito mais "Katie", embora eu só goste MESMO da primeira.
Trilha sonora
And all who thirst will thirst no more,
And all who search will find what their souls long for,
The world will try, but it can never fill,
So leave it all behind, and come to the well

PS: Considerando o histórico de comentários nas resenhas de livros da Robin, já aviso que não adianta me perguntar “onde tem o livro pra baixar”, porque eu não sei. Se alguém tiver alguma pergunta que não tenha sido respondida na resenha ou no post sobre a autora, ou até mesmo alguma coisa que está escrita, mas você não entendeu, terei prazer em esclarecer. Porém, não estou particularmente empolgada em responder dúvidas de quem nem ao menos se deu ao trabalho de ler o post. Espero que compreendam.

PPS: Estou quebrando minhas próprias "regras para mim mesma" e postando sobre o mesmo tema (livro) duas vezes na mesma semana. Pois é, livros de autores favoritos costumam fazer isso.

PPPS: Sou uma pessoa democrática e aceito opiniões diferentes da minha, desde que NÃO FALEM MAL DO RICK! (Tá, brincadeira. Prometo que não vou estrangular ninguém. Afinal, gosto é que nem braço, né...)
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Meme das 11 coisas

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Faz tempo que não posto um meme desses de perguntas! Este me foi indicado pela Kellen, do blog Tudo o que me interessa. Já faz alguns dias, mas estava aguardando o momento certo. Sabe, o momento em que você quer postar, mas não tem nenhuma ideia? Pois é. #caradepau

Regras:
  • Escrever 11 coisas (aleatórias) sobre você no blog;
  • Responder às perguntas que a pessoa criou pra você e criar 11 novas perguntas para as pessoas que você indicar;
  • Escolher as próximas 11 pessoas para responder e indicar seus respectivos links no post;
  • Ir às páginas e avisar quem você indicou;
  • Não voltar o meme;
  • Postar as regras.
Claro que eu vou quebrar as regras, porque se eu não estou com criatividade pra escrever posts, também não estou com criatividade pra elaborar perguntas, então essa eu passo. E também não conheço 11 pessoas que fazem memes e ainda não fizeram este. Então, deixo pra quem quiser pegar e repasso as perguntas da Kellen.

11 coisas aleatórias sobre mim
  • Tenho 4 projetos de livro em andamento e pretendo terminar pelo menos um até o fim do ano.
  • Uma das protagonistas dos meus projetos já apareceu em um post, mas ninguém sabe quem é (ou qual post, embora não seja muito difícil de adivinhar.).
  • Assisto novelas da Globo e da Record só pra ver os trechinhos de Rio de Janeiro nas mudanças de cena enquanto eu não posso voltar a apreciar pessoalmente.
  • Músicas com vozes masculinas graves e contrabaixos me conquistam com menos esforço do que as outras #piriguetagemmusical.
  • Há alguns anos que eu não sei o que é estar apaixonada por alguém.
  • Choro mais quando estou com raiva do que quando estou triste.
  • Raramente fico triste, triste mesmo.
  • Acho mais fácil perdoar alguém real do que um personagem de livro.
  • Amo bolo. Se o mundo acabar em bolo, eu morro feliz.
  • São 23:53 de terça-feira, e a única coisa em que consigo pensar é "não acredito que eu deixei acabar meu bolo das 23h".
  • Acho que não existem 11 coisas sobre mim que eu já não tenha dito em algum meme anterior.
Perguntas

O que incentivou você a começar a ler?
Embora meus pais não sejam leitores vorazes, meu pai “coleciona coleções de coisas de jornal”. Sabe aqueles cupons que você troca por um carrinho, uma boneca, um talher ou qualquer outra coisa? Pois é, ele adora isso. Quando eu era criança, ele fez uma coleção de clássicos e uma de livros infantis. Foi com esses infantis que eu comecei. Além disso, minha tia tinha uma banca de revistas, onde minha mãe me deixava quando ia fazer compras. Meu passatempo favorito era ler os gibis da Turma da Mônica.

Qual gênero literário é o seu preferido?

Um personagem que lhe marcou positivamente.
Foram vários, mas o que eu sempre cito mais me marcou foi o Landon, de Um amor para recordar. A decisão dele de fazer a coisa certa, mesmo quando sua vontade era outra, e o seu crescimento ao longo da história o tornaram marcante e inspirador pra mim.

Um personagem que lhe marcou negativamente.
Mais recentemente, o Ben, de Um mundo brilhante. Definitivamente, ele é um exemplo a não ser seguido.

Uma história de livros inspiradora.
A do meu livro favorito: Como quiseres, Senhor (Robin Jones Gunn).

Qual livro você gostaria que fosse adaptado para o cinema?
Julieta, de Anne Fortier.

Algum livro lhe decepcionou neste ano?

Qual o último livro que você leu?

Se você tivesse que matar um personagem, qual seria?
Snow, de Jogos Vorazes.

Qual seu casal literário favorito?
Brad e Alissa, de Sunsets (Robin, again).

Qual será o próximo livro que você lerá?
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Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Título: Os três mosqueteiros (Zahar, 2011. 792p)
Tìtulo original: Les trois Mousquetaires (1844)
Autor: Alexandre Dumas

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Outras resenhas: Com tudo o que sou
Mais: Histórico de leitura | Citações

Na história, o jovem d’Artagnan chega praticamente sem posses a Paris, mas, depois de alguns percalços, consegue se aproximar da guarda de elite do rei Luis XIII: os mosqueteiros. Nela conhece os inseparáveis Athos, Porthos e Aramis, que passarão a ser seus companheiros de aventuras. Aventura, aliás, é o que não falta nesse romance. Juntos, os quatro enfrentam combates e perigos a serviço do rei e sobretudo da rainha, Ana da Áustria, tendo por inimigos principais o cardeal de Richelieu, a misteriosa Milady e o ousado duque de Buckingham. Misturando personagens reais, fictícios e romanceados, Dumas coloca seus mosqueteiros em meio às mais perigosas intrigas políticas da Europa do século XVII.
Amigos. Aquelas pessoas estranhas que gostam de você mesmo conhecendo todos os seus defeitos. Que entram em furadas e enfrentam perigos por sua causa. Que, mesmo tendo pouco, o dividem contigo. Que sabem a hora ficar junto até o amanhecer, mas também sabem se retirar quando você precisa ficar sozinho.

Eu amo histórias de amizade e, principalmente, amo ler sobre amizades masculinas. Encanta-me a fidelidade sem cobranças que eles, na maioria das vezes, demonstram (e que, sejamos sinceras, meninas, costuma nos faltar). Esse foi um dos motivos pra eu ter gostado tanto de Os três mosqueteiros. Esta é, sobretudo, uma história da amizade entre quatro homens que possuíam apenas duas coisas em comum: A fidelidade ao rei Luís XIII e o fato de terem uns aos outros para tudo.
D'Artagnan é o esquentadinho. Aquele que eu gostei e me identifiquei logo de cara. Athos, o mais velho dos quatro e o que mais me arrancou suspiros, é um gentleman misterioso e cheio de segredos obscuros do passado. Porthos é o sanguíneo - porque todo grupo tem que ter um - impulsivo e que gosta de se exibir. E Aramis é uma divertida incógnita, dividido entre o amor das mulheres e o amor à igreja. Cada um deles, a seu modo, me conquistou. Juntos, me fizeram torcer contra uma vilã incrivelmente astuta e dissimulada.

Quanto à parte histórica, o que mais me chamou a atenção foram as diferenças culturais. Era normal que as mulheres tivessem amantes, era normal que dois homens se matassem em duelos por coisas insignificantes. É até meio irônica a forma como Dumas coloca essas questões, o que deixa as coisas bem mais interessantes.

Fonte
Várias aventuras e romances se misturam, e o resultado é uma história daquelas impossíveis de se largar.  As quase 800 páginas (com tradução impecável, devo ressaltar) passam como 200. Felizmente, Alexandre Dumas transformou o romance em uma trilogia ao escrever, Vinte anos depois e O visconde de Bragelonne. Infelizmente, ambos são difíceis de serem encontrados no Brasil e não possuem edições recentes. Só me resta torcer para que a Zahar resolva lançá-los também.

Recomendo a todos esse clássico que, sem dúvida, merece o status alcançado e merece ser lido e relido.

Algumas das 599 (!) edições.
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